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MORTE DE BEBÊ

Ninguém aqui é assassina, dizem donas de creche em VG indiciadas pela PJC

Os policiais civis foram informados que o bebê foi levado à unidade de saúde pela proprietária da creche

Geovanna Torquato

Indiciadas pela morte de um bebê de cinco meses, as proprietárias da creche Espaço Criança Feliz se pronunciaram nas redes sociais, neste sábado (18), afirmando que ninguém deixou a criança cair dentro da unidade e negando que qualquer uma delas "seja uma assassina". O laudo da perícia apontou morte por traumatismo craniano. Ambas foram indiciadas pela Polícia Civil por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

Por meio das redes sociais do estabelecimento, elas alegaram que a lesão na cabeça aconteceu no momento em que tentavam ajudar a criança, que elas pensavam ter se afogado. 

"O bebê não caiu do colo de ninguém. Meu Deus! Quanta mentira. Porque estão fazendo isso. A testa do bebê foi batida na hora do socorro, na hora do desespero tentando 'desafogá-lo'. Achávamos que ele estava afogado. Isso foi um acidente, ele estava desacordado, dormiu e não acordou mais. Pelo amor de Deus, ninguém aqui é assassina", diz a publicação.

Reprodução

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A investigação

A equipe da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foi acionada no dia 17 de abril para a liberação do corpo da criança em um hospital particular de Várzea Grande. Os policiais civis foram informados que o bebê foi levado à unidade de saúde pela proprietária da creche e deu entrada na emergência em estado cianótico (cor azulada na pele que se caracteriza pela falta de oxigênio no sangue) e com parada cardiorrespiratória. O bebê não respondeu ao socorro prestado e foi a óbito naquela tarde.

Foi instaurado inquérito policial pelo delegado Marlon Luz para apurar a morte da criança e realizada a oitiva de familiares, testemunhas e funcionários da creche. O delegado requisitou exame periciais que atestaram que a criança morreu em decorrência de traumatismo craniano causado por uma pancada na cabeça.

 As diligências apontaram ainda que a criança bateu a cabeça na quina de uma móvel de mármore quando estava no colo de uma das donas do local. A proprietária da creche admitiu a lesão na criança e a investigação apontou que o fato que levou ao óbito foi causado por descuido e inobservância de segurança à criança.

A gestora da creche também foi indiciada. O inquérito concluiu que ela foi omissa em garantir espaços com proteção para resguardar as crianças ali assistidas e também foi negligente no atendimento à criança.

O inquérito segue ao Ministério Público Estadual e Poder Judiciário para prosseguimento dos atos de persecução penal.

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