A greve dos professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que começou nessa segunda (20) e segue por tempo indeterminado, pode impactar no funcionamento do Restaurante Universitário do Campus de Cuiabá. Segundo informações do RU, se a greve passar do dia 14 de junho, existe a possibilidade de paralisação no atendimento.
"A suspensão das atividades acadêmicas em face da greve docente pode levar a uma drástica redução no quantitativo de refeições fornecidas no RU. Isso pode gerar um desequilibrio econômico-financeiro que resulte na suspensão temporária do contrato com a empresa terceirizada. Caso realmente haja essa queda no número de atendimentos e se greve docente ultrapassar o dia 14 de junho, existe a possibilidade de o RU não ter condições de continuar funcionando", diz trecho da nota de esclarecimento nas redes sociais.
Conforme a administração, caso essa situação realmente se estabeleça, a Pró-reitora de Assistência Estudantil (PRAE) devera publicar as alternativas disponíveis para manutenção da assistência à alimentação.
Greve dos docentes
A greve dos professores atinge cerca de 25 mil estudantes universitários matriculados nos quatro campus: Cuiabá, Sinop, Araguaia e Várzea Grande. Atualmente, UFMT possui cerca de 1,8 mil docentes e disponibiliza mais de 100 cursos.
A paralisação por tempo indeterminado foi aprovada na sexta-feira (17) e iniciou na tarde dessa segunda. Foram 216 votos a favor da paaralisação, 90 votos contra a deflagração de greve e três abstenções. Entre as reivindicações estão o reajuste salarial, recomposição do orçamento, mudanças em aposentadoria e a revogação de normas aprovadas pelos governos Temer e Bolsonaro que, segundo a categoria, prejudicam os servidores e a educação federal.
A greve dos docentes se soma à paralisação dos técnicos administrativos da UFMT, que estão de braços cruzados desde o dia 14 de março. A classe aderiu ao movimento nacional e reivindica, entre outros itens, reestruturação do plano de cargos e carreira, revogação da IN/2023 - que impede o direito à greve 0 e fim da lista tríplice para eleições à Reitoria. Desde o início da greve dos técnicos, os setores da universidade têm sido mantidos com 30% de funcionamento.
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