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DENÚNCIA

Sargento aponta negligência durante afogamento da filha em clube militar

Soraya Camila Rosa Neves, de 12 anos, morreu afogada, neste domingo (17), em uma piscina da Clube dos Subtenentes e Sargentos de Cuiabá - GBERAJ

Vitória Lopes

Reprodução

Sargento Claudiney

 

O sargento Claudiney Neves, pai da menina Camila Soraya, de 12 anos, manifestou repúdio a administração da  Clube dos Subtenentes e Sargentos de Cuiabá  (GBERAJ) e apontou negligência por parte do clube. A filha do sargento morreu afogada em uma piscina, na tarde deste domingo (17).

Em vídeo, o sargento critica a administração do clube. Conforme informações do boletim de ocorrência, o afogamento ocorreu enquanto o salva-vidas saiu no horário de almoço. Camila estava brincando com a irmã na piscina.

"Senhores, eu estou passando aqui para fazer minha nota de repúdio pela questão da gerência, administração do clube, que fica dentro de uma área militar, dentro do Exército brasileiro, que trabalha de forma negligente. Como que em uma piscina funda, não tem salva-vidas presente a todo momento?", critica.

Por ter deixado o posto de salva-vidas, sem revezamento, o sargento aponta que houve negligência por parte do clube e cobra a administração e o Exército.

"O próprio clube alegou para a imprensa que o salva-vidas estava em horário de almoço. Todo mundo que trabalha com salvamento de vidas tem consciência que não pode ocorrer abandono de posto. Isso é negligência. Então deixo aqui minha nota de repúdio, por essa falha de administração e eu espero que o Exército brasileiro também não seja negligente, que tome as providências cabíveis", disse.

O presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar, Laudicério Machado, afirmou que está está com a assessoria jurídica ao lado do pai da criança para acompanhar o caso.

"Ele reforça que no momento em que ocorreu a morte da menina, não havia salva-vidas no posto e que isso pode ser configurado como negligência. O pai acreditava que ali naquele espaço a filha estivesse em segurança, o que não ocorreu", diz trecho da nota.

O caso

Soraya Camila Rosa Neves, de 12 anos, morreu afogada, neste domingo (17), em uma piscina do  Clube dos Subtenentes e Sargentos de Cuiabá - GBERAJ, próximo do Círculo Militar, em Cuiabá. A criança é filha do sargento Claudiney, que faz parte do Corpo Musical da PM.

O Samu foi acionado e constatou a morte da menina. Conforme o boletim de ocorrência, a criança brincava na piscina do clube com a irmã. No momento do afogamento, o salva-vidas estava no intervalo para almoço.

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Luciano 18/04/2022

Se a filha não sabe nadar o pai tem que estar presente o tempo inteiro, acho também negligência um pai não ensinar um filho a nadar e ainda mais não ficar cuidando em locais perigosos...

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gio 18/04/2022

Entendo que deveria ter um salva vida durante todo o tempo, mas o pai deveria estar observando a filha a todo momento, mas se para ele transferir a culpa irá consolar a perca que assim seja, a intimidade dele com Deus o tempo vai dizer. Meus pesames a familia.

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Jose 18/04/2022

E O PAI ESTAVA ONDE???? CULPAR OS OUTROS É FÁCIL, MAS A RESPONSABILIDADE É DOS PAIS. SINTO PELO OCORRIDO MAS NUNCA TIREI OS OLHOS DAS MINHAS FILHAS QUANDO ESTAVAM EM UM LOCAL ASSIM.

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Joana Navarro 18/04/2022

A negligência maior é dos pais. Meus pais nunca me deixaram entrar em piscina. Oremos.

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4 comentários

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