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ECONOMIA Segunda-feira, 27 de Março de 2017, 16:37 - A | A

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JBS retoma produção de carne nas 10 unidades de MT após 3 dias paradas

Carlos Palmeira

Newtrade

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Suspensão na JBS afetou 44% das unidades, já que MT tem 25 frigoríficos em funcionamento com SIF

A JBS retomou nesta segunda (27) a produção de carne bovina nas 33 unidades de processamento que haviam suspendido as atividades na última quinta (23), incluindo as 10 de Mato Grosso que estavam paradas. Apesar disso, as plantas estão trabalhando nessa semana com uma redução de 35% na capacidade produtiva.

Na última quinta, a JBS havia anunciado a suspensão de três dias, em 33 unidades das 36 de processamento no país. Após a decisão, Mato Grosso, que tem 11 plantas da empresa, ficou apenas com a unidade de Diamantino funcionando integralmente, de acordo com o G1.

A medida afetou 44% das unidades em Mato Grosso, já que o estado tem 25 frigoríficos em funcionamento que atuam com o Serviço de Inspeção Federal (SIF), de acordo com a Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Em Mato Grosso a JBS opera com confinamento em Lucas do Rio Verde. Nas cidades de Água Boa, Alta Floresta, Araputanga, Barra do Garças, Colíder, Confresa, Diamantino, Juara, Juína, Pedra Preta e Pontes e Lacerda a JBS atua em parceria com pecuaristas. 

Na semana passada, a empresa informou, por meio de nota, que "essas medidas visam ajustar a produção até que se tenha uma definição referente aos embargos impostos pelos países importadores da carne brasileira". Além disso, a JBS disse que estava "empenhada na manutenção do emprego dos seus 125 mil colaboradores em todo o Brasil". 

Mato Grosso detém o maior rebanho bovino do Brasil. Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são aproximadamente 30 milhões de cabeças. Segundo dados de 2016, foram enviadas para o abate no Estado 4,5 milhões de cabeças de gado. 

O Estado tem hoje capacidade total instalada para abater 787,6 mil cabeças por mês. Mas, se considerarmos apenas as unidades em atividade, esse número cai para 523,4 mil.

 Sanções

Chile, União Européia e China impuseram restrições à carne brasileira logo após a deflagração da Operação "Carne Fraca", da Polícia Federal (PF). Os três foram responsáveis por 33% das compras das carnes mato-grossenses no ano passado. 

Passado alguns dias em relação ao problema, alguns países acabaram aliviando as sanções. Na manhã do último sábado (25), por exemplo, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) anunciou que a China havia decidido reabrir seus mercados para a exportação das proteínas brasileiras. 

O presidente do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Wagner Bacchi, comemorou a decisão e disse que o fato “mostra o comprometimento de todas as entidades em mostrar que foi pontual e que esse 0,5% não representa os outros 99,5%”. 

O empresário Eraí Maggi chegou a defender que Mato Grosso poderia até colher bons frutos depois que os fatos forem elucidados. “Talvez ele faça uma limonada desse limão, o Blairo sabe fazer”, afirmou à época se referindo ao primo que é ministro do Mapa. 

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