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Eleições 2026 Sexta-feira, 02 de Outubro de 2026, 09:00 - A | A

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SEGURANÇA

Eleições mobilizam 5 mil agentes em MT e impõem restrições a CACs; entenda

Forças estaduais, federais e militares atuarão durante o primeiro turno neste 1° turno eleitoral; PF também mantém ações contra tentativa de influência de organizações criminosas

João Aguiar

Mais de 5 mil agentes das forças de segurança serão mobilizados em Mato Grosso neste domingo (04) para garantir a segurança durante o primeiro turno das Eleições 2026. A operação contará ainda com o suporte de 22 mil câmeras de videomonitoramento do programa Vigia Mais MT.

Rodinei Crescêncio/Rdnews

farda pes policial militar

Ao todo, 5.188 profissionais estarão envolvidos no esquema de segurança, entre integrantes das forças estaduais, federais, municipais e das Forças Armadas. O maior efetivo será da Polícia Militar, com 2.608 policiais.

Também participarão da operação 1.187 policiais civis, 474 bombeiros militares, 255 policiais federais, 396 integrantes do Exército Brasileiro, 133 da Marinha e 135 guardas civis municipais.

O planejamento foi elaborado pelo Gabinete de Gestão Integrada (GGI) do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) e também envolve a Polícia Rodoviária Federal (PRF), Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Energisa, Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Cuiabá (Semob) e empresas responsáveis por serviços de telecomunicações.

As 22 mil câmeras do Vigia Mais MT serão integradas ao TRE-Guia, sistema utilizado para monitorar ocorrências e a logística da eleição. O número representa um reforço no videomonitoramento em relação ao último pleito, quando aproximadamente 7 mil câmeras foram utilizadas.

A Polícia Federal também atua previamente no combate a crimes que possam interferir no processo eleitoral. Segundo o TRE-MT, as ações incluem investigações e participação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), em conjunto com outras unidades policiais, para combater eventual tentativa de influência de organizações criminosas, além dos crimes eleitorais.

Entre os delitos que podem ocorrer durante o período estão:

  • Compra de votos, caracterizada pela oferta ou promessa de dinheiro ou vantagem em troca do voto; 

  • Coação eleitoral, mediante violência ou grave ameaça; 

  • Fraude na votação; 

  • Falsificação de documentos eleitorais; 

  • Votação em nome de outra pessoa e 

  • Violação do sigilo do voto.

Prisões durante o período eleitoral

A atuação das forças de segurança também deverá observar as restrições previstas pelo Código Eleitoral para a prisão de eleitores e candidatos.

Desde terça-feira (29), eleitores não podem ser presos ou detidos, salvo em caso de flagrante delito, sentença criminal condenatória por crime inafiançável ou descumprimento de salvo-conduto. A restrição permanece até 6 de outubro, 48 horas após o encerramento da votação.

Para candidatos e candidatas que disputam o primeiro turno, a proteção está em vigor desde 19 de setembro. Nesse caso, a prisão somente pode ocorrer em flagrante delito.

A restrição não impede investigações ou o andamento de processos judiciais e também não impede a prisão em flagrante de quem cometer crime durante o período eleitoral.

Proibição de armas de fogo

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entre os dias 3 e 5 de outubro fica proibido, em todo o país, o transporte de armas de fogo e munições por colecionadores, atiradores desportivos e caçadores (CACs).

Além das forças de segurança, 32.872 pessoas trabalharão como mesárias durante o pleito, enquanto outras 14.871 exercerão funções especiais.

Em Mato Grosso, 2,6 milhões de eleitores estão aptos a votar neste primeiro turno, distribuídos em 1.515 locais de votação nos 142 municípios. O Estado também terá quatro locais destinados à votação de presos provisórios.

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