Esportes

Domingo, 28 de Fevereiro de 2021, 17h:52 | Atualizado: 28/02/2021, 20h:33

Série A

Foco na base e "clube-empresa" deram caminho do Cuiabá à Série A, diz Dresch

O Cuiabá Esporte Clube se tornou time referência no Brasil pela administração comandada pela família Dresch nos últimos anos. Investimentos na base, planejamento dentro do limite e uma boa gestão são alguns fatores que colocaram o Dourado na elite do futebol nacional. Na avaliação do presidente reeleito da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), Aron Dresch, o trabalho pode ser replicado por outros times que buscam visibilidade e melhor desempenho nas competições nacionais.

Em entrevista ao , Aron Dresch explicou que por se tratar de um clube-empresa, o Cuiabá dribla uma fila de burocracias que teria se fosse uma Associação de Clubes. O acesso à Série A conquistada para 2021 é inédita nos 19 anos de existência do clube, e Aron cita a importância da administração dos irmãos Alessandro e Cristiano Dresch nesse processo.

FMF

Cuiab� EC

Pela primeira vez o Cuiabá irá disputar a Série A do Brasileirão! Após 35 anos, Mato Grosso terá novamente um posto no mais desejado do futebol brasileiro

“Investimento e uma boa gestão foram peças fundamentais para o Cuiabá subir à Série A. Existe sempre uma seriedade por ser um clube-empresa, não querendo criticar os clubes de associações, mas é um clube que hoje é muito fácil você ter a resposta. A resposta não demanda de reunir conselhos, quando empresa basta reunir uma ou duas pessoas que já está resolvido o assunto. O clube-empresa é mais rápido nesse sentido”, explicou o presidente.

Felipe de Albuquerque

Presidente da Federa��o Mato-grossense de Futebol (FMF) Aron Dresch

Presidente da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF) Aron Dresch

Mais visibilidade

O presidente, que foi reeleito pela segunda vez no comando da FMF em eleição realizada na sexta (26), lembrou da pouca visibilidade do futebol mato-grossense no cenário nacional da bola. Aron destacou alguns pontos importantes para que os times do Estado comecem a ter mais tradição e espaço nos grandes campeonatos do país.

Segundo ele, a Copa do Brasil é bom caminho para ter desempenho relevante, mas ter sucesso na competição os clubes devem investir naquilo que trará ganho e, consequentemente, o prêmio do torneio para casa. Dresch afirma que o erro dos clubes é quando não investem na montagem de um bom elenco para disputar as competições.

“O futebol não se faz sem dinheiro. O futebol de antigamente, de 20 anos atrás, os valores que se falavam eram outros. Hoje os valores que recebe de transmissão são muito maiores que nessa época, quando hoje temos o peperview, um monte de situações aí que colocam os clubes em evidência. Por exemplo: hoje o campeão da Copa do Brasil recebe R$ 69 milhões. Qual campeonato que dá isso? Eu diria que essa é uma maneira de você formar um bom grupo para você tentar fazer alguma coisa de mais relevante no nosso futebol”, disse.

Outro ponto importante para o presidente da FMF é o investimento nas categorias de base. Para Aron, essas categorias representam "o futuro do país", pois se não tem condições de bancar grandes nomes do mercado. Assim, a melhor saída é começar a produzir "em casa", sempre de olho no planejamento.

“A gente nunca pode esquecer que quem planta, colhe. Então, a base é o futuro. Se você não tem condições de pagar os grandes jogadores, você tem que fabricar eles, mas demanda também investimentos, como eu falei, o futebol não se faz sem dinheiro. Se você não tiver um centro de treinamento para fazer a formação da base, campo, estrutura, você não faz futebol”, afirmou.

Assessoria Mixto

Mixto Feminino

Mixto Feminino se prepara para o Mato-grossense 2020 da modalidade

Futebol feminino em MT

De acordo com Aron Dresch, o futebol feminino é um assunto mais complexo. Isso porque, para poder alavancar essa categoria em Mato Grosso, não depende apenas da Federação, mas também dos interesses dos clubes mato-grossense, que têm sido pouco ultimamente.

“Temos o mesmo compromisso tanto com o futebol masculino quanto com o feminino, mas demanda muito mais dos próprios clubes ter o interesse de aderirem ao futebol feminino do que da própria Federação. O campeonato sempre estava no nosso calendário, mas a procura é pouca, quando temos um outro agravante, vejo que tem time trazendo nome de fora, então de novo nós caímos na base, não vamos chegar a lugar nenhum, caso não façamos a nossa base, tanto no masculino como no feminino”, concluiu.

Atualmente, apenas Mixto, Ação Santo Antônio e Dom Bosco têm time feminino no Estado. Eles vão disputar o Campeonato Mato-grossense que começará em março. O campeão estadual garante vaga no Brasileiro da Série A-2, principal.

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Comentários (1)

  • mauro | Domingo, 28 de Fevereiro de 2021, 21h50
    0
    8

    A receita federal deveria auditar o Cuiabá

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