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IMPASSE

Abilio teme confronto e pede análise precisa de famílias do Contorno Leste

O gestor disse estar preocupado com as crianças e idosos no local ante a possibilidade de confronto em caso de desocupação

Cecília Nobre e Patrícia Sanches

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), declarou nesta terça-feira (1º) que está preocupado com o que pode acontecer caso uma análise mais precisa não seja realizada sobre a situação das famílias que ocupam a região do Contorno Leste. O gestor teme confronto na região em caso de desocupação e vê como necessário tempo e um “procedimento mais adequado”.

“Pode ter um confronto e ser muito ruim pra gente. A minha preocupação, não sei se vocês viram ontem, tem muitas crianças, muitos idosos. Essas crianças ali, eu não sei o que pode acontecer. Então, eu penso que ter um pouco mais de tempo, fazer uma análise mais precisa para poder dar um procedimento mais adequado”, declarou o prefeito.

Rennan Oliveira

Abilio protesto Contorno Leste

O prefeito Abilio Brunini, durante a manifestação das famílias que ocupam o Contorno Leste, na manhã de segunda-feira (30).

Conforme publicado pelo , a Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) divulgou um relatório onde apenas 172 das 2.594 famílias identificadas na ocupação do Contorno Leste atendem aos critérios de vulnerabilidade social e são elegíveis para programas assistenciais do Governo do Estado. 

Ainda segundo o relatório, entre os ocupantes há empresários, trabalhadores com carteira assinada e, inclusive, servidores públicos, perfis estes que não se enquadram como beneficiários prioritários de políticas sociais.

Protesto de familiares

Na manhã de ontem, centenas de pessoas que ocupam o Contorno Leste foram até a Praça Alencastro, em frente a Prefeitura, e realizaram uma manifestação contra a falta de moradia na região e convocaram Abilio a solucionar o problema de déficit habitacional na Capital. 

O prefeito foi até a praça e prometeu solicitar um novo relatório à Setasc e chegou a citar a possibilidade da Prefeitura comprar o terreno onde as famílias ocupam, que seria em torno de R$ 20 milhões. 

Ainda na noite de ontem, o Governo emitiu uma nota rebatendo as declarações de Abilio e informando que foi realizado uma análise social das famílias e que os encaminhamentos cabem exclusivamente ao Poder Judiciário.

“A atuação da Setasc limitou-se à análise social das famílias, com a garantia de que, sempre que necessário, foram realizadas orientações e inserções na rede de proteção social, assegurando acesso a benefícios, programas e serviços públicos”, diz trecho da nota. 

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