A Procuradoria Geral do Estado de Mato Grosso (PGE) respondeu a notificação recomendatória do Ministério Público do Estado (MPE) nesta sexta-feira (19) afirmando que todos os atos praticados em relação à implantação do sistema BRT em Cuiabá e Várzea Grande cumprem os princípios legais da administração pública.
"O Estado respeita o Ministério Público e vê como positivas as notificações recomendatórias, que algumas vezes evitaram o cometimento de erros, mas, nesse caso específico das obras de implantação do novo modal de transporte, explicamos que os apontamentos não procedem e não devem ser acolhidos", explicou o procurador-geral do Estado, Francisco Lopes, que subscreveu a resposta.
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Conforme o procurador-geral, o Código de Obras do município de Cuiabá dispõe que a exigência de alvará de obras é voltado à construção, reforma, demolição ou ampliação de edifícios, o que não é o caso das obras do BRT, que se trata de um corredor viário de transporte público.
O chefe da PGE observou ainda que o Governo de Mato Grosso já executou diversas obras de mobilidade na Capital, como o asfaltamento da Avenida Mário Palma, a restauração da Estrada do Moinho e das trincheiras construídas para a Copa do Mundo de 2014, e que para nenhuma delas foi exigido alvará de obra.
“Nesse caso específico das obras de implantação do novo modal de transporte, explicamos que os apontamentos não procedem e não devem ser acolhidos”
Francisco Lopes, procurador-geral do EstadoO procurador-geral ainda apontou que o município de Cuiabá compõe a Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá, e que o Conselho Deliberativo já aprovou a implantação do sistema BRT na Capital e em Várzea Grande. Segundo destacou, o Supremo Tribunal Federal já decidiu que, nos casos de regiões metropolitanas, "o interesse comum não é comum apenas aos municípios envolvidos, mas ao Estado e aos municípios do agrupamento urbano".
"Assim, não parece razoável que a Constituição permita a criação de regiões metropolitanas e que matérias de interesse metropolitano sejam nelas decididas, em caráter cogente, para todos os seus membros, mas exista a possibilidade de que algum de seus membros, insatisfeitos com determinada matéria, possa adotar medidas administrativas locais para retirar os efeitos da decisão regional", observou Francisco Lopes.
A PGE também apontou que é ilegal a exigência do relatório de impacto de trânsito, uma vez que o estudo é necessário apenas para empreendimentos de grande porte que causam exponencial aumento de circulação no seu entorno, o que não é o caso das obras do BRT.
O procurador ainda ressaltou que não é necessário apresentar, neste momento, pareceres favoráveis de órgãos de proteção de patrimônio cultural para o início das obras, porque não existirá intervenção em locais tombado.
Rixa política
O BRT é defendido pelo governador Mauro Mendes (União Brasil) e já tem a chancela do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) para a implantação. No entanto, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), que é contrário à troca do modal, tenta incluir o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), como principal obra de mobilidade para a Capital. Os dois políticos travam uma "guerra política" há anos.
As obras
Segundo o cronograma do Governo do Estado, neste primeiro momento, o Consórcio responsável pela obra trabalha no sistema de drenagem no canteiro central na Avenida do CPA, em Cuiabá. Após a execução deste serviço, os trabalhos vão avançar para a construção da pista de concreto, incluindo a remoção da capa asfáltica e execução da terraplanagem.
Em Cuiabá, o projeto prevê que o sistema BRT terá duas linhas. A primeira ligará o Terminal do CPA, que será construído próximo ao Comando Geral da PM, até o Terminal de Várzea Grande, passando pelas avenidas do CPA, Tenente Coronel Duarte e 15 de Novembro. A segunda linha sairá do Terminal do Coxipó, próximo ao viaduto do Parque Cuiabá, chegando até o centro da capital.
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Zé da juquira 21/01/2024
Vejam vcs como ele e um.ditador ele se acha todo poderoso . E quem o confronta tem que ser eliminado esse e o típico ditador facista. O prefeito de Cuiabá quem decide o que faz ou não ,na cidade ,vc não tem Direito de passar por cima , e esse o problema do facismo em MT eles acham Que podem tudo e que as leis são só para os pobres eles são intocáveis, cambada .
Cidadão Cuiabano. 21/01/2024
Com a palavra o Ministério Público do Estado de Mato Grosso.
Sergio 20/01/2024
GOVERNADOR isso e uma vergonha o Estado maior produtor de soja e carne , e vc instalando BRT ultrapassado , desprezando a população mais pobre Porque está bem claro que vc acha o VLT muito moderno para um.povo pobre. O Sr e um facista ditador no governo Bolsonaro , vc apoio e deixou os facistas fazerem todas barbaridade. Fechando BR , tacando fogo em caminhões , pedágio e nada fez .
Serv. 19/01/2024
Essa PGE é barril!!! Parabéns à todos, do subsolo ao décimo andar.
4 comentários