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FIM DA POLÊMICA

Governo sanciona lei que limita em R$ 600 mil gastos públicos com shows

Legislação estabelece que 60% do valor vá para a estrutura dos eventos e o restante seja dividido entre artistas nacionais e regionais

Redação

Ilustração

show evento

O governador Mauro Mendes (UB) sancionou nesta terça-feira (18) a Lei 12.082 que limita valores vindos de recursos públicos estaduais para realização de shows e eventos em Mato Grosso. Publicada no Diário oficial desta quarta-feira, a lei estabelece novo teto de R$ 600 mil por intermédio de parcerias e convênios, financiados com recursos públicos.

Com a sanção, chega ao fim longo debate acerca da "trava" ideal de valores destinados a shows.  O teto é previsto é maior do que o inicialmente sugerido pelo governador Mauro Mendes (UB), entre R$ 200 e R$ 300 mil.

“Discutimos essa pauta exaustivamente com prefeitos, produtores culturais, trabalhadores da cultura, Secel, Governo do Estado, parlamentares, e tenho a convicção de que chegamos a um bom termo. Uma lei que valoriza o artista local, limita gastos com shows nacionais e mantém a cadeia produtiva de shows e eventos aquecida, gerando emprego e renda”, ressalta deputado Beto Dois a Um (PSB) que liderou a formatação da lei, apresentada por lideranças partidárias.

Assessoria

beto dois a um

Com a sanção, fica estabelecido teto de R$ 600 mil. Destes, ao menos 60% será obrigatoriamente destinado à estrutura dos eventos, ou seja, palco, luz, som, fechamentos, tendas, segurança e etc. Assim, no máximo 40% do valor total será destinado ao pagamento dos cachês artísticos. E, ao menos 30% do valor destinado às despesas com cachês, devem ser direcionados para contratação de artistas regionais.

A lei prevê ainda contrapartida dos municípios, estipulada em ao menos 10% sobre o valor previsto para repasse. “A ideia é que a esmagadora maioria desses recursos permaneça no estado, fortalecendo assim a nossa cadeia produtiva e valorizando nossos artistas, produtores e técnicos”, conclui Beto.

Polêmica

A polêmica sobre o tema começou no ano passado quando o cantor Zé Neto, da dupla com Cristiano, em um show em Sorriso (a 420 km de Cuiabá), criticou indiretamente a cantora Anitta e os artistas que captam recursos para seus eventos pela Lei Rouanet, de 1991.

Ele se “gabou” de independência financeira, mas descobriu-se que ele faturou R$ 400 mil da prefeitura. O assunto ganhou as manchetes nacionais porque vieram a público os contratos milionários de diversos municípios brasileiros com duplas sertanejas, sem licitação, para eventos comemorativos e feiras. Desde então, o governador anunciou que estava esboçando um projeto para implementar trava.

A proposta chegou à Assembleia que assumiu papel de interlocução entre setores, prefeituras e governo para que se chegasse a um “meio termo”.  Agora, enfim tema tem desfecho. (Com Assessoria)

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Queiroz Laranja 11/06/2024

As toperas confundem lei rounet com shows de emendas parlamentar em que cidadões de bem desviam milhões em emendas parlamentares da saúde e de outras prioridades para serem queimados em minutos por sertanejos do agro e da famílicia. kkkkk

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Alfredo 19/04/2023

600 mil? só isso? este valor é fichinha do que a lei rouanet oferece, afinal tem artista global milionaria que vai receber 5 milhões pra fazer dois show e quem for assistir tera que pagar ainda.

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2 comentários

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