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lava jato

Termelétrica de Cuiabá é citada em gravação feita por delator de Temer

Alexandra Lopes

Assessoria

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Usina Termelétrica Governador Mário Covas está localizada no setor Industriário

A Usina Termelétrica Governador Mário Covas, de Cuiabá, operada pela   Empresa Produtora de Energia (EPE), que pertence a JBS, chegou a fazer parte do "tráfico de influência" entre o presidente da República Michel Temer (PMDB) e o empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS e delator na Operação Lava Jato. 

Após gravar Temer sobre a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB), que se encontra preso, Joesley pediu para que o presidente interferisse na negociação entre a Termelétrica e a Petrobrás. O teor da negociação estaria na gravação do empresário com Temer e que foi publicada pelo jornal o Globo.

Segundo a reportagem, o dono do JBS procurou o deputado Rocha Loures e marcaram um encontro em Brasília. Lá, Joesley contou que precisava do  Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), porque desde o ano passado, o órgão está para decidir uma disputa entre a Petrobras e o grupo sobre o preço do gás fornecido pela estatal à termelétrica EPE, conforme relata reportagem assinada pelo jornalista Lauro Jardim.

O delator teria dito que a Petrobras compra o gás natural da Bolívia e o revende para a empresa por preços extorsivos. Disse que sua empresa perde "R$ 1 milhão por dia" com essa política de preços e pediu que a Petrobras revenda o gás pelo preço de compra ou que deixe a EPE negociar diretamente com os bolivianos. 

A reportagem mostra, ainda, que o pedido foi atendido sem cerimônia por Temer. O peemedebista até ligou para o presidente do Cade Gilvandro Araújo e pediu para resolver essa questão.

Contudo, não há evidências de que Araújo tenha atendido ao pedido. “Pelo serviço, Joesley ofereceu uma propina de 5%. Rocha Loures deu o seu ok: "Tudo bem, tudo bem", diz trecho da matéria. 

Em  outro encontro, Rocha Loures e Ricardo Saud, diretor da JBS e também delator, combinaram o pagamento de R$ 500 mil semanais por 20 anos, tempo em que vai vigorar o contrato da EPE. 

“Loures disse que levaria a proposta de pagamento a alguém acima dele. Saud faz duas menções ao "presidente". Pelo contexto, os dois se referem a Michel Temer. A entrega do dinheiro foi filmada pela PF.  (Com informações de O Globo )

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rafael 18/05/2017

Quem compra o gás da Bolivia é a MT gás, que repassa o gás para a Petrobrás, que revende a JBS. Por isso fica caro...

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1 comentários

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