Secom-MT
A TMF Construções e Serviços Eireli reformou e estava reformando diversas estruturas do Palácio Paiaguás, no Centro Político Administrativo
O ex-secretário-adjunto da Casa Civil Wanderson de Jesus Nogueira teria recebido os R$ 20 mil apreendidos com ele do empresário Thiago Ronchi Adrien Eugênio, dono da TMF Construções e Serviços Eireli. A empresa recebeu R$ 3,4 milhões em 2020 e tem outros pagamentos empenhados a serem pagos por, entre outros serviços, a reforma sala da Governadoria, no Palácio Paiaguás.
Wanderson foi preso na noite de ontem (24), depois que o Gaeco recebeu denúncia anônima e fez uma campana na Casa Civil para pegar o ex-adjunto em flagrante. A TMF de Thiago Ronchi já reformou a Casa Civil, a sala de reuniões do governador e a sala de espera, a sala do chefe de Gabinete, e ainda está reformando o Gabinete de Comunicação, uma área que será da Defesa Civil e ainda há previsão de reforma da Vice-Governadoria, além do Gabinete Militar.
Os autos da prisão em flagrante mostram que os policiais do Gaeco foram até o Palácio Paiaguás e fizeram uma campana para monitorar o então adjunto. Quando ele deixou a Casa Civil e parou em frente ao prédio onde mora, próximo à loja Havan e ao supermercado Comper, na avenida do CPA, foi feita a abordagem.
Dentro de um Corolla preto, Wanderson estava com uma mochila preta e dentro dela foram encontrados os R$ 20 mil. Ele estava de carona com um servidor da Casa Civil, que disse desconhecer a situação envolvendo o suposto recebimento de propina.
O ex-adjunto admitiu que tinha acabado de receber o valor de Thiago Ronchi, representante da TMF. A empresa teria sido beneficiada por Wanderson em contratos com irregularidades no processo licitatório e que ontem mesmo a empresa havia recebido mais um pagamento do Estado.
Depois de respostas evasivas, Wanderson disse que tinha recebido o valor de Thiago por uma negociação envolvendo imóvel onde funcionaria a empresa Gelo Mais, que não está mais no nome de Wanderson desde 2016. O Gaeco foi ao local encontrou uma obra inacabada. O ex-adjunto chegou a ir com os policiais até um endereço de Thiago Ronchi Adrien Eugênio, mas ele não mora mais lá.
Os policiais ligaram para Thiago Ronchi e ele negou conhecer Wanderson. O empresário foi chamado ao Gaeco, mas mandou apenas seu advogado no lugar.
O Gaeco identificou no Fiplan pagamentos de R$ 3,4 milhões à TMF Construções em 2020, sendo que há outros empenhos ainda não pagos. A equipe constatou que Wanderson assina alguns desses contratos pela Casa Civil.
Junto dos documentos apreendidos foi encontrado um termo de desclassificação de pregão eletrônico da Governadoria assinado pelo ex-adjunto, em 18 de maio, que tirava a empresa DSS da licitação. O contrato que acabou sendo firmado pela TMF é para serviço de manutenção predial da Governadoria, no valor de R$ 1 milhão. Ainda na quarta (23) foi constatado pagamento de R$ 123,7 mil para a TMF Construções e Serviços.
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Eleitor 26/09/2020
Na Secretaria de Saúde do Estado tá tendo uma grande reforma em plena pandemia. Tem q ser investigado também.
Marlan 26/09/2020
...OS FAMIGERADOS CARGOS COMISSIONADOS TEM QUE ACABAR PARA O BEM DO SERVIÇO PUBLICO QUE DEVEM SER PREENCHIDOS POR PESSOAS APROVADAS EM CONCURSO PUBLICO DE PROVAS E TITULOS, AOS MENOS IRÁ DIMINUIR SIGNIFICADAMENTE, OS MERCENARIOS, AVENTUREIROS E CORRUPTOS DE PLANTÃO...
Lindaura de Souza 25/09/2020
Na DESENVOLVE MT tem alguns contratos de consultoria de uma empresa de Brasília que precisa ser analisados, inclusive já ouvi uma denúncia e a Diretoria não tomou nenhuma providência
Alto Paraguai 25/09/2020
Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário
Servidor Aposentado 25/09/2020
Olhar digital eu faço das suas palavras as minhas, concordo plenamente, neste TCE sempre existiu estes acordo com as empresas que prestam serviços
Olhar digital 25/09/2020
Acho que no tribunal de contas do estado não é diferente, reformas e mais reformas acontecendo em tempo de pandemia, este dinheiro público poderiam reverter em cestas básicas ou até mesmo na saúde pública
Servidores públicos 25/09/2020
No Tribunal de Contas do Estado acontece isso há muito tempo, este Secretário de estado não será o primeiro a cometer este erro, CADÊ O MINISTÉRIO PÚBLICO? JUSTIÇA!!!!!
marta 25/09/2020
esse pessoal não toma jeito......o dinheiro corrompe....
8 comentários