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Judiciário Sexta-feira, 25 de Setembro de 2020, 15:31 - A | A

Sexta-feira, 25 de Setembro de 2020, 15h:31 - A | A

CAMPANA E PRISÃO

Adjunto da Casa Civil recebeu dinheiro de empresa que fez reforma na Governadoria

Mikhail Favalessa e Bárbara Sá

Secom-MT

Jardim Interno Pal�cio Paiaguas

A TMF Construções e Serviços Eireli reformou e estava reformando diversas estruturas do Palácio Paiaguás, no Centro Político Administrativo

O ex-secretário-adjunto da Casa Civil Wanderson de Jesus Nogueira teria recebido os R$ 20 mil apreendidos com ele do empresário Thiago Ronchi Adrien Eugênio, dono da TMF Construções e Serviços Eireli. A empresa recebeu R$ 3,4 milhões em 2020 e tem outros pagamentos empenhados a serem pagos por, entre outros serviços, a reforma sala da Governadoria, no Palácio Paiaguás.

Wanderson foi preso na noite de ontem (24), depois que o Gaeco recebeu denúncia anônima e fez uma campana na Casa Civil para pegar o ex-adjunto em flagrante. A TMF de Thiago Ronchi já reformou a Casa Civil, a sala de reuniões do governador e a sala de espera, a sala do chefe de Gabinete, e ainda está reformando o Gabinete de Comunicação, uma área que será da Defesa Civil e ainda há previsão de reforma da Vice-Governadoria, além do Gabinete Militar.

Reprodução

Wanderson Nogueira, adjunto da Casa Civil

Wanderson foi exonerado depois de ser preso em flagrante por policiais do Gaeco

Os autos da prisão em flagrante mostram que os policiais do Gaeco foram até o Palácio Paiaguás e fizeram uma campana para monitorar o então adjunto. Quando ele deixou a Casa Civil e parou em frente ao prédio onde mora, próximo à loja Havan e ao supermercado Comper, na avenida do CPA, foi feita a abordagem.

Dentro de um Corolla preto, Wanderson estava com uma mochila preta e dentro dela foram encontrados os R$ 20 mil. Ele estava de carona com um servidor da Casa Civil, que disse desconhecer a situação envolvendo o suposto recebimento de propina.

O ex-adjunto admitiu que tinha acabado de receber o valor de Thiago Ronchi, representante da TMF. A empresa teria sido beneficiada por Wanderson em contratos com irregularidades no processo licitatório e que ontem mesmo a empresa havia recebido mais um pagamento do Estado.

Depois de respostas evasivas, Wanderson disse que tinha recebido o valor de Thiago por uma negociação envolvendo imóvel onde funcionaria a empresa Gelo Mais, que não está mais no nome de Wanderson desde 2016. O Gaeco foi ao local encontrou uma obra inacabada. O ex-adjunto chegou a ir com os policiais até um endereço de Thiago Ronchi Adrien Eugênio, mas ele não mora mais lá.

Os policiais ligaram para Thiago Ronchi e ele negou conhecer Wanderson. O empresário foi chamado ao Gaeco, mas mandou apenas seu advogado no lugar.

O Gaeco identificou no Fiplan pagamentos de R$ 3,4 milhões à TMF Construções em 2020, sendo que há outros empenhos ainda não pagos.  A equipe constatou que Wanderson assina alguns desses contratos pela Casa Civil.

Junto dos documentos apreendidos foi encontrado um termo de desclassificação de pregão eletrônico da Governadoria assinado pelo ex-adjunto, em 18 de maio, que tirava a empresa DSS da licitação. O contrato que acabou sendo firmado pela TMF é para serviço de manutenção predial da Governadoria, no valor de R$ 1 milhão. Ainda na quarta (23) foi constatado pagamento de R$ 123,7 mil para a TMF Construções e Serviços.

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Eleitor 26/09/2020

Na Secretaria de Saúde do Estado tá tendo uma grande reforma em plena pandemia. Tem q ser investigado também.

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Marlan 26/09/2020

...OS FAMIGERADOS CARGOS COMISSIONADOS TEM QUE ACABAR PARA O BEM DO SERVIÇO PUBLICO QUE DEVEM SER PREENCHIDOS POR PESSOAS APROVADAS EM CONCURSO PUBLICO DE PROVAS E TITULOS, AOS MENOS IRÁ DIMINUIR SIGNIFICADAMENTE, OS MERCENARIOS, AVENTUREIROS E CORRUPTOS DE PLANTÃO...

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Lindaura de Souza 25/09/2020

Na DESENVOLVE MT tem alguns contratos de consultoria de uma empresa de Brasília que precisa ser analisados, inclusive já ouvi uma denúncia e a Diretoria não tomou nenhuma providência

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Alto Paraguai 25/09/2020

Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

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Servidor Aposentado 25/09/2020

Olhar digital eu faço das suas palavras as minhas, concordo plenamente, neste TCE sempre existiu estes acordo com as empresas que prestam serviços

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Olhar digital 25/09/2020

Acho que no tribunal de contas do estado não é diferente, reformas e mais reformas acontecendo em tempo de pandemia, este dinheiro público poderiam reverter em cestas básicas ou até mesmo na saúde pública

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Servidores públicos 25/09/2020

No Tribunal de Contas do Estado acontece isso há muito tempo, este Secretário de estado não será o primeiro a cometer este erro, CADÊ O MINISTÉRIO PÚBLICO? JUSTIÇA!!!!!

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marta 25/09/2020

esse pessoal não toma jeito......o dinheiro corrompe....

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8 comentários

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