Previsão do tempo ??°C Cidade

Judiciário Sexta-feira, 06 de Junho de 2025, 16:03 - A | A

Sexta-feira, 06 de Junho de 2025, 16h:03 - A | A

CASO RENATO NERY

Empresária admite ter contratado policial para executar advogado em Cuiabá

Julinere teria afirmado que cedeu à pressão do marido e contratou um policial militar

Cecília Nobre e Kethlyn Moraes

A empresária Julinere Goulart Bastos, suspeita de ser uma das mandantes da morte do advogado Renato Nery, admitiu informalmente a policiais civis que contratou o cabo da Polícia Militar Jackson Pereira Barbosa para executar o crime. A confissão, feita no momento de sua prisão, no dia 9 de maio, foi considerada espontânea e consta na decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que manteve a prisão dela e do marido, César Sechi.

Embora tenha optado por permanecer em silêncio durante o interrogatório oficial, nos bastidores de sua prisão, Julinere revelou a motivação por trás do assassinato, afirmando que o marido chegava em casa embriagado e insistia repetidamente que Renato Nery precisava ser morto. O motivo, segundo ela, seria que Renato teria “tomado suas terras”.

João Aguiar/Rdnews

Cesar Jorge Sechi, Julinere Goulart Bastos

Cesar Jorge Sechi e Julinere Goulart Bastos

A empresária também relatou aos policiais civis que foi, constantemente, alvo de extorsão por parte de Jackson e que “não aguentava mais essa situação”.

“Diante de tais elementos, pugnam as autoridades representantes pela prorrogação das prisões temporárias dos representados, aduzindo, em suma, a imprescindibilidade da medida para as investigações, notadamente objetivando o escorreito deslinde sem qualquer interferência na colheita de provas, coação de testemunhas, alteração dos elementos probatórios ou ajuste das versões dos fatos a serem eventualmente apresentadas”, diz trecho da decisão.

O crime

Renato Nery morreu aos 72 anos, atingido por disparos de arma de fogo na frente de seu escritório, na Capital. O advogado foi socorrido e submetido a uma cirurgia em um hospital privado de Cuiabá, mas morreu horas após o procedimento médico.

Desde a ocorrência, a DHPP realizou inúmeras diligências investigativas, com levantamentos técnicos e periciais, a fim de esclarecer a execução do advogado. O caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva, confessou ser o executor do crime, assim como o 3º sargento da Força Tática, Heron Teixeira Pena Vieira, que confessou que havia contratado o caseiro para executar o crime. Ambos estão presos.

Os policiais militares Jorge Rodrigo Martins, Leandro Cardoso, Wailson Alesandro Medeiros e Wekcerlley Benevides de Oliveira - investigados pelo susposto envolvimento no assassinato de Renato Nery, foram soltos após decisão do juiz Francisco Ney Gaíva, da 14ª Vara Criminal de Cuiabá. O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) recorreu da decisão e aguarda análise do TJMT.

Entre na comunidade do Rdnews no WhatsApp e acompanhe as notícias em tempo real; Acesse

Comente esta notícia

O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados. Se você se sentir ofendido pelo conteúdo de algum comentário dirigido a sua pessoa, entre em contato conosco pelo e-mail contato@rdnews.com.br