O empresário Éder Augusto Pinheiro, dono da Verde Transportes, é considerado foragido da polícia, depois que o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) e o Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco) deflagraram a 3ª fase da Operação Rota Final na manhã desta sexta (14). O desembargador Marcos Machado, do Tribunal de Justiça, determinou a prisão do empresário, mas o Gaeco não o encontrou nos endereços registrados.
Segundo apurou o
, a defesa do dono da Verde deve apresentá-lo ao Gaeco ainda hoje. Pinheiro estava em viagem e tenta retornar à Capital. A defesa também busca acesso aos autos da decisão, que tramita sob sigilo no Tribunal de Justiça.
Pinheiro é acusado de integrar uma organização criminosa que buscava manter o controle do transporte coletivo rodoviário intermunicipal de passageiros. A licitação feita pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra) e pela Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Ager) teria sofrido obstrução do grupo liderado por Pinheiro, que pretendia manter o contrato precário da Verde Transportes e outras empresas ligadas ao Sindicato dos Empresários do Setor de Transporte Intermunicipal de Passageiros (Setromat), sem passar por licitação.
O Ministério Público Estadual (MPE) apura os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e fraude a licitação. O presidente do Setromat, Júlio Cesar Sales Lima, teve medidas cautelares decretadas por Marcos Machado e vai ser monitorado por tornozeleira eletrônico. O deputado estadual Dilmar Dal Bosco (DEM) e o suplente de deputado Pedro Satélite (PSD) foram alvos de mandado de busca apreensão ao lado de uma assessora parlamentar.
A decisão determinou o bloqueio de R$ 86 milhões, incluindo imóveis, dois aviões, veículos de luxo, bloqueio de contas bancárias e outros bens necessários ao ressarcimento do prejuízo acarretado pela prática dos crimes, segundo o MPE.
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