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Judiciário Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2017, 17:03 - A | A

Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2017, 17h:03 - A | A

Fiquei 20 anos fazendo coisa errada, sustenta Riva ao ratificar confissão

Eduarda Fernandes

"Eu falo por mim, fiz um exame de autoconsciência. Fiquei 20 anos fazendo coisa errada. Não quero mentir para imputar nada a ninguém". A declaração foi feita pelo ex-deputado estadual José Riva, reinterrogado na tarde desta sexta (24) em processos oriundos da Operação Arca de Noé.

Eduarda Fernandes

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Ex-presidente da Assembleia José Riva diz que fez exame de autoconsciência

À juíza da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, Selma Arruda, Riva ratificou o depoimento prestado em 30 de novembro de 2016, ocasião em que confessou a participação em esquemas de desvio de dinheiro público da Assembleia, e disse que era ameaçado por João Arcanjo Ribeiro, dono da Confiança Factoring, por conta da dívida que o Legislativo tinha com o ex-bicheiro.

Nesta tarde, o ex-parlamentar respondeu a mais alguns questionamentos do Ministério Público Estadual e dos advogados de defesas dos demais réus nas ações. “Pelo menos que cada um carregue a sua carga, o meu princípio é esse, falar o que eu sei de cada um. Li atentamente ontem e hoje o processo, não vi nada que possa acrescentar, a não ser esse fato já dito. Olhei minuciosamente para não fazer nenhuma injustiça”, disse Riva.

O ex-deputado relembra que quando entrou na Assembleia havia uma dívida de R$ 25 milhões não contabilizados, grande parte com factorings e agiotas. Foi quando o esquema teve início para custear essa dívida e fazer com que o Parlamento voltasse a ter crédito. Ele cita ainda R$ 10 milhões de restos a pagar com fornecedores e aproximadamente quatro folhas de servidores atrasadas.

O ex-parlamentar conta que foi chamado para uma reunião com Humberto Boisapo e Paulo Moura, logo que entrou na Assembleia, para tratar de uma dívida. “É lógico que não era dívida a Assembleia, era porque passava por lá, mas era de um conjunto. Recebi naquele momento como sendo da Assembleia, mas não acredito”, comenta.

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Josiel 27/02/2017

Ralf e Batista vocês precisam entender que quem fazem as leis são políticos os magistrados são limitados e só podem aplicá-las. Agora o eleitor tem a soberania de eleger ou não de eleger as pessoas que são suspeitas de cometerem irregularidades. Compete a eu e vocês que suponho serem eleitores conscientes não votar nessas pessoas, sempre buscar substituí-los, aliás não podemos eleger e reeleger políticos que estão há mais de 30 anos no parlamento, como foi o caso do Humberto Bosaipo, Riva, além de Carlos Bezerra, Wellington Fagundes. Aquele Deputado Estadual Romualdo Junior que tem uma suspeita de irregularidade em cima dele, o mal se corta pela raiz e a melhor justiça é o voto de qualidade! Precisamos ter a humildade de reconhecer que nós estamos errados e alguns magistrados como a Dra. Selma e o Juiz Federal Sérgio Moro estão fazendo o que nós deveríamos estar fazendo não elegendo políticos com suspeitas, o erro é dos magistrados ou nosso? O ex Deputado Eduardo Cunha em uma assinatura supostamente conseguiu 1 bilhão de propina, imagina quanto o nosso vale? Fora o que ainda está por ser descoberto!

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Ralf 27/02/2017

20 anos vivendo na mamata com dinheiro publico e ta solto ainda. Este é o nosso País.

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Josiel 26/02/2017

A culpa é nossa Batista que elegemos esses políticos com suspeitas de irregularidades! Quanto tempo Carlos Bezerra e Wellington Fagundes estão no parlamento? Há mais de 30 anos e assim muitos políticos de outros estados, eles podem mudar a lei da forma que lhes convier para continuar no poder, e infelizmente muitos não sabem o poder que tem em suas mãos e muitos votam a troco de favores ou de assistência pessoal, o erro está exatamente em nós, não é culpa do judiciário, que alías o judiciário muitas vezes está corrigindo o que nós os eleitores estamos fazendo errado, o judiciário só não pode mais porque os políticos através da lei que eles mesmos fazem detém foro por prerrogativa de função, o que dificulta uma eficiência maior do judiciário. Infelizmente o povo tem memória curta e acaba elegendo figuras por mais de 30 anos, quando em vez de votar nulo deveriam votar substituindo todos os parlamentares, quem colocou Carlos Bezerra na Camara Federal e Wellington Fagundes no Senado Federal? Políticos com larga carreira no nosso estado, só ver que o Wellington teve sua campanha financiada pelas empreiteira do DNIT, órgão que ele nomeia os gestores, isso é moral? so ver no link : http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/quem-financiou-a-eleicao-de-wellington-fagundes/

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Rodoberto 26/02/2017

Já dizia um bordão do Jô Soares: "Cala boca batista": Os políticos só não presos porque detém foro por prerrogativa de função o que os impede de serem julgados na 1º instância do judiciário, e em alguns casos como o do Presidente da República, Senadores, Deputados Federais ainda detém a prerrogativa de escolher aqueles que irão o julgar e investigar no futuro no caso os membros do Supremo Tribunal Federal, como está acontecendo agora o Michel Temer e os Senadores estão aprovando para ser o novo Ministro do Supremo Tribunal o ex Ministro da Justiça Alexandre de Moraes, que isenção ele terá para julgar os políticos que o elegeram? Outra coisa é que a melhor justiça portanto é o nosso voto, sabendo que já havia muitas suspeitas em cima do Riva e do Bosaipo ainda assim continuavam a se elegerem com votações cada vez maiores, o que comprova que a melhor justiça é o voto de qualidade, e a pior injustiça é o votar em políticos com suspeitas de praticarem irregularidades, precisamos de fato sempre votar substituindo os parlamentares, desculpe a brincadeira no início!

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Batista 25/02/2017

Culpa do judiciário se tivesse condenado no primeiro roubo

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5 comentários

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