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Judiciário Terça-feira, 18 de Março de 2025, 18:13 - A | A

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FELIZ NATAL

Justiça bloqueia R$ 5 milhões em bens de fazendeiros acusados de desmate químico

A decisão proíbe a exploração econômica da área passível de uso desmatada, até que haja a validação das informações do Cadastro Ambiental Rural

Da Redação

A Justiça deferiu liminar pleiteada pela Promotoria de Justiça de Feliz Natal (a 536 km de Cuiabá) e determinou medidas para conter supostos crimes ambientais praticados na Fazenda Isabella e decretou  a indisponibilidade de bens dos donos do imóvel em até R$ 5,1 milhões, abrangendo o imóvel que estaria sendo ilegalmente explorado. A decisão é de segunda-feira (17), em Ação Civil Pública ajuizada contra a prática de desmatamento ilegal, por meio de uso de agrotóxicos, de 58,83 hectares de vegetação nativa na fazenda, sem a devida autorização do órgão ambiental competente. 

A decisão proíbe a exploração econômica da área passível de uso desmatada, até que haja a validação das informações do Cadastro Ambiental Rural (CAR) confirmando a inexistência de passivo de Reserva Legal; e o uso produtivo da área irregularmente desmatada, utilizando-a somente para a finalidade de recuperação ambiental.

Reprodução

desmate químico Feliz Natal

Determina ainda a abstenção de promoção de novos desmatamentos/queimadas (destruições por meio de uso de agrotóxico) não autorizados e de todas as suas atividades poluidoras ou potencialmente poluidoras não licenciadas pelo órgão competente; além do embargo judicial de toda a área rural.

Conforme a ACP ajuizada pelo Ministério Público, os requeridos E.P.P. e S.L.C.P. praticaram diversos crimes ambientais, como desmatamento ilegal, uso irregular de agrotóxicos para promover desmate químico, uso de fogo para impedir a regeneração natural da vegetação em 110,10 hectares, e construção irregular de infraestrutura com intersecções ao longo de um curso d'água (APP), sem licença ambiental.

“A gravidade do dano ambiental, no presente caso, sobreleva-se em relação a outros casos de desmatamento ilegal, não só pela multiplicidade de ilícitos ambientais praticados, mas pela prática nociva e extremamente perigosa de desmatamento químico, mediante pulverização de agrotóxicos sobre a floresta nativa, causando a destruição das árvores, com elevado risco de poluição do solo e das águas”, argumentou o promotor de Justiça Daniel Luiz dos Santos na inicial.

O promotor acrescentou que ações semelhantes foram praticadas em outras áreas rurais dos requeridos (Fazendas Gabriela e São José I), para as quais foram ajuizadas outras duas ACPs. Além disso, os proprietários foram acionados na esfera criminal.

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Zé da juquira 18/03/2025

Cadeia para os FASCISTINHA do agro esses cara não aprende , leis e regras são seguir e respeitar Esses e o problema dessa gente se acham melhor que os outros . Prara se viver em comunhão uma nação precisa respeita as regras . Mais esses fascista não tem jeito e cadeia e multa mesmo

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1 comentários

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