O presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Sérgio Ricardo, garante que não houve omissão em relação às supostas irregularidades envolvendo os empréstimos consignados de Mato Grosso. O conselheiro ressalta que está debruçado sobre o tema há três meses e revela que 60 mil dos 105 mil servidores possuem algum tipo de empréstimo consignado, feitos junto a um leque de 30 empresas conveniadas. Sérgio ressalta que recebeu, nessa quinta (22), um relatório detalhado sobre a situação.
“Porque nós temos informações de que tem servidor que ganha R$ 15 mil, mas está recebendo R$ 200, R$ 300 por mês. O resto tudo está sendo consumido por esses empréstimos e outras dívidas que existem para esses servidores”, adianta Sérgio, em entrevista à imprensa, nesta sexta (23), durante vistoria às obras do BRT.
O presidente frisa que toda a situação será debatida na próxima segunda-feira (26), às 14h30, quando será oficializada a criação de uma mesa técnica sobre o endividamento dos servidores. No encontro estarão também deputados estaduais, sindicalistas e o secretário de Planejamento e Gestão Basílio Bezerra.
“Não adianta mais chorar pelo leite derramado, já foi, é daqui para frente. O Tribunal de Contas e essa mesa técnica vão orientar o que, daqui para frente, o Estado deve fazer, o que a secretaria de Planejamento deve fazer, quais serão as políticas que terão que ser desenvolvidas daqui para frente para não existir mais o endividamento terrível. É um endividamento assustador, é um caos”, lamenta.
O conselheiro também critica o fato de existirem pelo menos 30 empresas conveniadas. Segundo ele, esse volume é exagerado e é necessário fazer uma trava. “Isso vai acabar, não vai ter mais esse volume de empresas emprestando, comprando dívida de servidor, que é isso que causou esse caos, esse descontrole”, afirma.
Sobre eventuais fraudes cometidas pelas empresas conveniadas, Sérgio ressalta que cabe à Polícia investigar.
Força-tarefa
No início da semana, o Governo de Mato Grosso publicou decreto determinando uma força-tarefa para verificação e apuração de possíveis irregularidades cometidas por empresas consignatárias conveniadas ao Estado, em relação a créditos e valores consignados aos servidores ativos e inativos. A medida busca impedir prejuízos financeiros aos servidores públicos e assegurar eventuais ressarcimentos pelas consignatárias.
Enquanto isso, na Assembleia, deputados cobram explicações sobre a situação. Também tramita no Parlamento um decreto legislativo que visa suspender o convênio 030/2022, suspeito de descontos indevidos nos empréstimos consignados de servidores públicos estaduais de Mato Grosso. Não há data para a votação.








ALEXANDRE 25/05/2025
salario estão muitos achatados, sem RGA atrasado de2 anos,inflação galopante, faz os servidores se endividarem
zvilmar 25/05/2025
Esse Sergio Ricardo esta fora da casinha...o cara da pitaco em tudo...voltou com sede no pote....sobre os emprestimo consignados, grande parte dessas operaçoes sao revestidas de fraudes.
Joao 24/05/2025
Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário
JORGE LUIZ 24/05/2025
Gilston, a tese até pode parecer boa, dar folego ao servidor, mas o tiro acredito eu vai sair pela culatra, pois, nesses 3 meses sem desconto quem garante que o servidor publico não arrume mais um emprétimo por aí por conta de 100 a 300 reais a manis no holerite? o servidor gasta muito, principalmente quando tem feriadão de 4 a 5 dias no Estado, pega emprestado com agiota para ir para apraia, compra roupas e sapatos de marcas para dizer que é o tal e na verdade quando chega em casa come ovo e bebe água, vive reclamando o ano inteiro, mas quando vem as férias de dezembro/janeiro não quer saber, vai viajar porque fez outro empréstimo, ou seja, se o servidor não mudar seu pensamento e trabalhar o seu financeiro vai pro pau com o sem folego
Macário 24/05/2025
Virou o que esse agora? Kkkkkkkkkkk
Gilston 24/05/2025
Minha sugestão é que paralizam todos os descontos por um periodo de três meses até que resolvem tudo. Assim , vai dar um folegos para os servidores endividados
Jose 24/05/2025
Tá muito estranho essa atuação do Sérgio Ricardo. Virou executivo? Ou está querendo virar!!!???
Cida 23/05/2025
Porque não cobrou as orientações da CPI , já pediu esclarecimentos do pagamento da oi?? Porque aplicar em fintec do governador???? E as vendas dos imóveis???falta leitos e medicamentos na santa casa o cenários. D guerra
Bob 23/05/2025
Ele é o governador agora? Tá tocando as obras do BRT, do Portão do Inferno, agora preocupado com os servidores.
9 comentários