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EM PORTO DE GALINHAS

Casal de turistas de MT agredido em praia diz que vai processar Governo do PE

Casal contou que, após as agressões, teve que arcar do próprio bolso a ida até um hospital, pois, segundo eles, a região não tinha ambulância

João Aguiar

Reprodução

Cleiton Zanatta e Johnny Andrade

O casal de empresários Johnny Andrade e Cleiton Zanatta, moradores de Tangará da Serra (a 239 km de Cuiabá), afirmou que vai processar a cidade de Ipojuca e o Estado de Pernambuco por conta das agressões sofridas na praia de Porto de Galinhas. O caso aconteceu no sábado (27), após uma discussão sobre o valor cobrado pelo aluguel de cadeiras e guarda-sol. Até o momento, 14 vendedores que participaram das agressões foram identificados.

Em vídeo postado nas redes sociais, Jhonny contou que, após as agressões, tiveram que arcar do próprio bolso a ida até um hospital, pois, segundo eles, a região não tinha uma unidade de saúde e nem ambulância. “Eu sei que Porto de Galinhas é um lugar maravilhoso, recebe turistas não do Brasil inteiro, mas do mundo inteiro. É um lugar lindo. Só que enquanto tiver essa situação, não venham para Porto de Galinhas”, dispara.

 A gente não vai deixar isso barato. Já entramos em contato com todos os nossos advogados. Nós vamos processar a Prefeitura, o Estado de Pernambuco e eu espero nunca mais na minha vida pisar nesse lugar

Jhonny Andrade

“Eu não sei se esse lugar tem um prefeito, não sei se esse lugar tem vereadores, eu sei que esse lugar tem um hospital que não tem um raio-X. Nós tivemos que ser transferidos para Ipojuca. Não tinha ambulância, tivemos que pagar do nosso bolso”, acrescenta.

Além disso, Jhonny afirmou que conversou com advogados para iniciar processos contra a Prefeitura de Ipojuca e o Estado de Pernambuco. “Eu queria, prefeito, que você passasse por uma situação dessa lá na praia. Eu estou intimando você a arcar com os nossos prejuízos. A gente não vai deixar isso barato. Já entramos em contato com todos os nossos advogados. Nós vamos processar a Prefeitura, o Estado de Pernambuco e eu espero nunca mais na minha vida pisar nesse lugar”, complementa.

Em nota, a Prefeitura de Ipojuca repudiou o ocorrido e declarou que o fato é “incompatível com os valores de respeito, acolhimento e hospitalidade” do município. “Os órgãos competentes já apuram o ocorrido para identificar os envolvidos e adotar as medidas legais cabíveis”, diz trecho.

Já o Governo de Pernambuco lamentou cenas de violência e prometeu reforço na segurança aos turistas em Porto de Galinhas. “Ao longo desta manhã também estamos realizando uma reunião com a participação da Secretaria de Defesa Social, Polícia Militar, Polícia Civil, Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Procon) e da Prefeitura de Ipojuca, reforçando a atuação integrada entre o Estado e município”.

“Pernambuco abraça o turista e não admitirá qualquer forma de violência. O Estado segue firme na defesa da ordem, da segurança e do respeito a quem vive e visita o nosso território”, acrescenta.

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), falou no seu perfil do Instagram que o caso não está sendo tratado como um incidente, mas como um crime.

"Esse é um fato que precisa atuar junto, a Prefeitura e a polícia. E o diálogo sempre com a Prefeitura para que haja, de fato, o ordenamento do comércio e que a gente não tenha incidentes mais acontecendo, incidentes não, crimes acontecendo como esse que aconteceu aqui", escreveu.

Em entrevista à Rádio Jornal de Pernambuco, ela categorizou o caso como "absolutamente inadmissível" e reiterou: "Não vamos tratar de um incidente, vamos tratar de um crime grave que aconteceu contra dois turistas que vieram nos visitar".

O caso

Conforme já publicado pelo , vídeos que circulam nas redes sociais mostram parte da confusão. Nas imagens, é possível ver um grupo de homens partindo para cima dos turistas, que conseguem ajuda em uma caminhonete dos salva-vidas.

Nas redes sociais, o casal afirmou que chegou na praia por volta das 10h e combinou o pagamento de R$ 50 pelo uso de cadeiras de praia. No fim do aluguel, o comerciante teria passado a exigir R$ 80. Ao se recusar a pagar o valor maior, a discussão evoluiu para agressões físicas.

“Combinamos um valor inicialmente e quando nós fomos pagar a conta, o valor era outro. Nós questionamos e falei: ‘Cara, não foi esse valor que você havia combinado com a gente’. Eles estavam cobrando quase o dobro. Eu falei que não ia pagar e depois disso começou as agressões”, conta.

Segundo o casal, cerca de 15 pessoas participaram das agressões. “Eles me batendo de todas as formas, com cadeira, com soco, com pontapés. Ninguém nos ajudou, todo mundo filmando, mas ninguém nos ajudou. Até que o Corpo de Bombeiros colocou a gente em cima do carro deles e eles não contentes, continuaram agredindo a gente, batendo na gente, subindo em cima do carro”, lamenta.

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Herculano de Sousa Almeida 31/12/2025

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