O empresário Ezequiel Padilha de Souza Ferreira, conhecido como Padilha, de Várzea Grande, é suspeito de elo com a morte de Sérgio Barbieri, de 73 anos, que foi encontrado morto com tiros na cabeça, na madrugada desse domingo (28), na Transpantaneira, em Poconé (a 105 km de Cuiabá). Sérgio era assessor do deputado estadual Valmir Moretto (Republicanos). Em uma série de vídeos, postados no Instagram, Padilha jura inocência e garante que vai provar à polícia que não teve participação no latrocínio - assista.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, Wéverton César De Brito, 19 anos, foi preso e quatro menores, sendo dois de 16, um de 15 e um de 17 foram apreendidos por participação no crime. Em conversa com os policiais, um dos menores, de 16, apontou Padilha e Wéverton como os executores. “Durante a entrevista com o suspeito (menor), o mesmo informou que os executores foram Ezequiel de Souza Ferreira, armado com uma pistola, juntamente com Wérton, armado com um revólvel", diz trecho do registro policial que a reportagem teve acesso.
Apesar da menção no registro policial, Padilha não foi preso. Em suas redes sociais, ele gravou vários vídeos, em dois momentos diferentes, e negou participação no crime. “Não sei o que que aconteceu, que colocaram meu nome nesse B.O. Eu não conheço ninguém desse B.O., nem em Poconé eu vou. Não tenho nada a ver com isso”, assevera.
Bom que o celular da vítima diz que tinha rastreador, dá pra ver os locais que ele foi, as horas e eu tenho como provar né. De noite nem na rua eu saio, fico no meu condomínio".
Tudo eu tenho que provar, só que é difícil, vou ter que ir na delegacia, comparecer, se explicar de um trem que não tem nada a ver", desabafa, garantindo que, se for intimado, vai comparecer e dar todas as explicações necessárias.
Crime
O homicídio foi descoberto após um familiar acionar a polícia, relatando que Sérgio havia ido a Poconé, acompanhado de um homem, e que voltaria no mesmo, porém, não retornou.
Durante buscas no centro de Poconé, os militares avisaram o veículo e questionaram populares se haviam avistado o dono do automóvel. De prontidão, apontaram características de 4 rapazes.
Os militares então deram início às rondas e os localizaram. Um deles tentou jogar a chave, mas foi avistado pela guarnição. Na revista pessoal, foram localizados a carteira, relógio e celular da vítima.
Em conversas, eles confirmaram a participação no crime, tendo apenas a missão de atrair vítima e dar sumiço no veículo. Segundo um dos rapazes, os autores dos disparos teriam sido os suspeitos de 17 e 29 anos.
Um dos menores relatou que receberiam cerca de R$ 2 mil para atrair o servidor e incinerar o veículo levado na ação.
Ele apontou a casa dos supostos comparsas e levou os militares até o local onde corpo havia sido desovado.
Outro lado
Por meio de nota encaminhada na sexta-feira (09/02) à redação, a defesa de Padilha reforçou que o empresário é inocente e que sofre uma "acusação injusta". Neste mesmo dia, a Justiça revogou a prisão preventiva que havia sido expedida contra Padilha, bem como determinou o arquivamento dos autos contra o empresário por não encontrar elementos suficientes para fundamentar uma acusação formal.
Leia a nota na íntegra:
"Ezequiel Padilha de Souza Ferreira, por meio de sua defesa representada pela advogada Michelle Marie, vem por meio desta, esclarecer que seu cliente teve na data de 09 de fevereiro de 2024 a revogação de sua prisão preventiva que fora decretada prematuramente nas investigações sobre a morte do Assessor Parlamentar Sergio Barbieri na cidade de Poconé/MT. Padilha certo de sua inocência atuou no sentido de defender o seu direito de liberdade através da advogada Michelle Marie que expressando sua total confiança na Justiça e na inocência do acusado diante das recentes acusações levantadas no inquérito policial em que foi envolvido.
Diante da divulgação precipitada de uma acusação injusta, é importante ressaltar que Padilha sempre atuou na defesa de seu direito à liberdade, confiando plenamente no trabalho dos órgãos investigativos e judiciais para esclarecer os fatos de forma justa e imparcial.
É necessário destacar que as investigações até o momento demonstraram inconsistências e contradições nos depoimentos dos envolvidos, o que levanta dúvidas técnicas significativas quanto à participação de Padilha, não havendo nenhuma prova credível que lhe possa ser imputada.
A defesa ressalta que a palavra dos menores envolvidos na investigação sempre se mostrou inconsistente, falha e sujeita a alterações conforme os desdobramentos do caso, o que demonstra a inveracidade das declarações.
É importante salientar que, mesmo diante da pressão e das acusações infundadas, a Justiça, em consonância com o parecer ministerial, determinou o arquivamento dos autos, não encontrando elementos suficientes para fundamentar uma acusação formal.
Além disso, a revogação da prisão preventiva de Ezequiel Padilha de Souza Ferreira reforça a falta de indícios consistentes que justifiquem a manutenção da medida cautelar.
Lembramos que a sociedade busca justiça, mas justiça baseada nos fatos verídicos com medida da punição legal aqueles que realmente praticaram o ilícito.
Portanto, a defesa de Ezequiel Padilha de Souza Ferreira continuará colaborando com as autoridades competentes para esclarecer os fatos e garantir a sua total inocência perante a lei, bem como buscar os meios jurídicos a fim de encontrar a motivação por tais acusações infundadas e de tamanha gravidade.
Agradecemos o respeito à privacidade do acusado e sua família neste momento delicado.
Michelle Marie
Advogada de Defesa de Ezequiel Padilha de Souza Ferreira"
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