A adolescente de 14 anos, responsável pelo tiro acidental que matou a amiga, Isabele Guimarães Ramos, da mesma idade, afirmou que a arma que disparou era do namorado de 16, que pediu para deixar um case com duas armas na casa da família dela, no condomínio Alphaville, em Cuiabá. A afirmação foi feita durante seu depoimento colhido ontem (14), na Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
De acordo com ela, o adolescente pediu ao pai dela, Marcelo Martins Cestari, para guardar as armas na casa, já que estava com medo de ser parado em uma blitz. A menor ainda afirmou que o namorado foi até a residência por volta das 15h e levou as duas armas sem avisar previamente. Todos da família praticavam tiro esportivo.
Ele teria mostrado as armas para amigos e familiares da adolescente. Ela contou à polícia que, então, todos jantaram e o adolescente foi embora, deixando o case no braço do sofá da sala. Em seguida, Marcelo teria pedido para que alguém guardasse-as no closet.
Em depoimento, a menor contou que acabou se prontificando a guardar as armas. No mesmo momento, teria percebido que Isabele subiu as escadas em direção ao quarto dela e resolveu ir atrás para ver o que a amiga estava fazendo.
Quando chegou no cômodo, a adolescente teria chamado por Isabele, que não respondeu. Ela então teria entrado no closet, onde fica um banheiro. Como a amiga não atendeu aos chamados, a menor afirmou que resolveu bater na porta, momento em que o case teria caído no chão.
De acordo com ela, uma das armas caiu parcialmente para fora do case. Com uma das mãos, ela segurou uma das armas e com a outra o objeto onde elas estavam guardadas. Ela explicou aos policiais que acabou se desequilibrando. Antes do disparo, ela afirmou ter colocado uma arma sobre a outra.
Ela ainda contou que, no susto, teria fechado os olhos e começado a gritar pelo apelido da amiga. A menor também disse aos policiais que não lembra se a amiga chegou a abrir a porta do banheiro, pois estava prestando atenção nas armas.
Por conta dos gritos, o irmão da menor teria entrado no cômodo e, ao se deparar com ela segurando o case, pediu para que ela fosse guardar o mesmo. Ele teria entrado no banheiro e, em seguida, gritado por socorro.
A menor narrou que foi até o quarto da mãe e "enfiou" as armas no closet. Quando voltou para o cômodo onde o disparo havia acontecido, conseguiu ver as pernas de Isabele, que estava caída no chão, mas explicou aos policiais que não teve coragem de se "deparar com a cena inteira".
Marcelo teria chamado o Samu e pedido para que alguém avisasse a mãe da vítima, que mora no mesmo condomínio. A adolescente, a mãe dela e irmã foram juntas buscar por um médico conhecido da família para atender a garota atingida.
Ela também afirmou aos policiais que não se lembra de ter apertado o gatilho, mas ressaltou que "acredita" que possa ter apertado. A menor ainda explicou que não brigou com Isabele no dia do crime e que não tinha intenção de "tirar a vida da melhor amiga". O caso passa a ser investigado pela Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica).
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Realista 16/07/2020
Como disse anteriormente o comentarista Marcio, agora é assumir a bronca de ter tantas armas em casa. Arma de fogo mata rápido querendo ou não querendo. Faltou cuidado e envolveu menores no triste evento de resultado trágico. Meus sentimentos aos familiares da falecida, essa sim a maior perdedora, pois perdeu a vida precocemente, como também a sua mãe que vai carregar essa dor até o último dia de sua existência.Que a justiça seja feita. .
MARCIO 16/07/2020
cadeia em todos...quer armas então assuma a bronca1! sem querer ou querendo mata igual
LUCAS FERRAZ 16/07/2020
Essa "estória" tá muito mal contada, tá parecendo que o cenário foi armado e deve ter sido bem instruído pelo advogado para caracterizar como acidente, mas na minha opinião o que houve foi um exibicionismo arrogante por parte desta jovem que atirou, pra constranger ou intimidar a amiga, de modo que ao apontar a arma e manusear contra a vítima, a arma tenha disparado e matado a jovem.
Paulo 16/07/2020
Todo dia uma versão diferente pro caso. Agora a culpa é toda de adolescentes (Di menó), se apertar um pouco vai acabar a culpa sendo da vítima ou que foi a própria que disparou a arma.
luci 16/07/2020
Historia mal contado, tem verificar pela camera da casa .
Mentira tem perna curta 16/07/2020
Engraçado que ouvi um áudio do senhor excelentíssimo presidente da federação de tiro falando q a arma seria do tal empresário e q deixava municiada P proteção das outras armas e de sua família. Bom do MP pegar esse áudio...
ZÉ BACURI 15/07/2020
ESTRATEGIA DA DEFESA NO CASO ENVOLVE DOIS INIMPUTÁVEIS. PARABÉNS AOS ADVOGADOS DE DEFESA. VAI SAFAR O PAI DA ADOLESCENTE A CULPA É DA VÍTIMA QUE ESTAVA NO LUGAR ERRADO NA HORA ERRADA....
Fanny Santana 15/07/2020
Falso testemunho não é crime? Pq o Marcelo contou uma história totalmente diferente ao que tá aqui! Sinceramente? Não tem como acreditar em nada do que essa família diz.
Roberto 15/07/2020
Cada hora uma versão mais mentirosa.
joana 15/07/2020
Meus sentimentos a familia da menina que faleceu. Fiquei com uma duvida o namorado so ficou com medo de ser parado em uma blitz na volta? e a ida para a casa da namorada tudo bem ?
10 comentários