Previsão do tempo ??°C Cidade

Judiciário Terça-feira, 06 de Outubro de 2026, 11:00 - A | A

Terça-feira, 06 de Outubro de 2026, 11h:00 - A | A

FEMINICÍDIO

Homem pega 40 anos por matar ex-amante na frente do marido em MT

Crime aconteceu em março de 2025, em Bom Jesus do Araguaia; feminicida não aceitava o fim do relacionamento extraconjugal

João Aguiar

Antônio Aparecido Firmino Gonçalves foi condenado pelo Tribunal do Júri de Ribeirão Cascalheira (a 900 km de Cuiabá) a 40 anos e 10 meses de prisão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio de Leovani da Silva Souza, de 43 anos. O crime foi cometido no dia 29 de março de 2025, na frente do marido da vítima, O.F.H., em uma residência, em Bom Jesus do Araguaia (a 850 km de Cuiabá).

Ilustração

tribunal do juri ilustracao

 

Conforme publicado pelo na época, Antônio e Leovani mantinham um relacionamento extraconjugal. A mulher do feminicida descobriu a traição e Antônio e Leovani haviam concordado com o fim do relacionamento.

No entanto, na manhã do dia 29 de março, Antônio foi até a casa da vítima, por volta das 5h30 e, na frente do marido de Leovani, cometeu o crime. Em relato, o marido disse que tentou impedir que Antônio cometesse o crime, ao que o homem teria dito: “Se ela não vai viver comigo, não vai viver com você, nem com mais ninguém. E se quiser continuar vivo, sai da frente”. 

As investigações apontaram que antes dos disparos, submeteu a mulher a uma situação degradante. Segundo a acusação, a vítima foi puxada pelos cabelos, obrigada a se ajoelhar e, em seguida, atingida por dois tiros no rosto. Ele foi preso em flagrante horas depois.

O julgamento de Antônio aconteceu na sexta-feira (02). A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Bruno Barros Pereira.

O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime, bem como a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foram aplicadas as causas de aumento relacionadas ao emprego de arma de fogo de uso restrito e ao meio cruel utilizado na execução. Na sentença, o juízo negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, manteve a prisão e determinou o início imediato do cumprimento da pena.

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o feminicídio foi motivado pelo inconformismo do acusado com o fim do relacionamento extraconjugal mantido com a vítima. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime ocorreu em um contexto de menosprezo à condição de mulher, permeado por humilhação e sentimento de posse.

Para o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, a condenação representa uma resposta firme do Sistema de Justiça a um crime marcado pela violência e pela discriminação de gênero. “Foi um caso emblemático para a região e uma resposta importante para a sociedade diante da gravidade dos fatos”, destacou.

Bruno Barros Pereira ressaltou que as provas apresentadas em plenário demonstraram a violência extrema empregada na execução do crime e o desprezo do condenado pela condição feminina. “Os elementos levados ao julgamento evidenciaram a motivação de gênero e a crueldade da conduta, circunstâncias que foram reconhecidas pelos jurados e refletidas na pena aplicada”, afirmou.

Entre na comunidade do Rdnews no WhatsApp e acompanhe as notícias em tempo real; Acesse

Comente esta notícia

O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados. Se você se sentir ofendido pelo conteúdo de algum comentário dirigido a sua pessoa, entre em contato conosco pelo e-mail contato@rdnews.com.br