As defesas de Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, condenados a mais de 46 anos de prisão pelo assassinato do advogado Roberto Zampieri, afirmaram que vão recorrer da sentença em instâncias superiores. Já os advogados de Antônio Gomes da Silva, condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias, disseram estar satisfeitos com a pena aplicada pelo Tribunal do Júri, encerrado na madrugada desta sexta-feira (02), em Cuiabá.
O julgamento do trio durou 3 dias. Eles foram condenados por homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.
Antônio foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson a 25 anos de reclusão e Etevaldo a 21 anos, 10 meses e 15 dias.
Em conversa com o
após o julgamento, os advogados Jayme Rodrigues e Sarah Quinetti, que fazem a defesa de Caçadini garantiram que vão recorrer da pena, mas ainda vão estudar os argumentos que serão utilizados.
“Eu não questiono decisão do Tribunal Popular do Júri. Eu acho que é uma decisão soberana Justiça é assim mesmo. Justiça você tem que cumprir, mesmo não concordando, e recorrer, e vamos embora, vamos embora pra frente”, disse Rodrigues.
Ele afirmou ainda que a pena de 21 anos para Caçadini era esperada, mas garantiu que haverá recurso. “A estratégia é fazer um recurso de apelação. Eu acho que aqui no Tribunal de Justiça de Mato Grosso não vai dar certo, mas nós vamos pra Brasília. Direto pra STJ”, completa.
Já Quinetti reafirmou acreditar na inocência do seu cliente e que vai ajudar a recorrer da sentença. “Nós vamos recorrer, não aceitamos essa pena e o coronel também não. E cremos que, no final, tem de estar tudo certo”, resume.
Igor Lopes, advogado de Hedilerson, que teve a pena mais alta do trio, garantiu que a batalha ainda não terminou. “A gente respeita a decisão dos jurados, a gente sempre vai respeitar, mas a gente não vai desistir, porque esse é o nosso espírito”, completa.
Atirador ficou satisfeito com pena
Já os advogados Nilton Ribeiro e Monteiro disseram que Antônio ficou satisfeito com a pena recebida. “É um caso muito difícil, mas foi condenado, foi reconhecida a confissão, o que fez reduzir a pena para 21 anos. Veja, foi um dos que menos pegou pena, mesmo tendo executado a vítima. Foi uma das menores penas do caso”, destacou Ribeiro ao
após o término do julgamento.
“Pelo que deu para entender, ele está contente com a pena dele. Ele tem convicção do que ele fez. Porque desde o primeiro momento ele é um réu confesso. Então, não nos causa estranheza nenhuma ele estar feliz com a pena. Porque ele pediu aos jurados: me condenem”, acrescenta.
Por ser réu confesso, a estratégia da defesa foi no contexto para conseguir reduzir a pena do réu, explica os advogados. “A defesa, mesmo com a condenação, entende e vê uma vitória estrondosa diante de uma pena tão baixa, levando em consideração um crime tão grave e um crime que foi exposto ao máximo. Uma pena que foi baixa para o tamanho da situação que ocorreu”, salienta Monteiro.
“Sabe o que ele me disse ao final? Ele me disse o seguinte: Estou feliz, estou feliz por mandar um corrupto para o inferno e vou cumprir minha cadeia feliz. Eu estou satisfeito”, completa.
Em depoimento Antônio disse que matou o advogado e referiu-se à vítima como um "corrupto" que ele "mandou para o inferno". Ele ainda disse que, caso tivesse "recebido a tarefa" de matar o desembargador aposentado Sebastião de Moraes Filho, também teria o executado.
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