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Judiciário Quarta-feira, 30 de Setembro de 2026, 19:54 - A | A

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CASO ZAMPIERI

Fim do 2º dia: defesa de executor pede teste de insanidade e juiz nega; júri será retomado nesta 5ª

Pedido foi apresentado durante o Tribunal do Júri realizado em Cuiabá e prontamente negado pelo juiz José Mauro Nagib Jorge

João Aguiar e Leticia Avalos

A defesa de Antônio Gomes da Silva, réu confesso do homicídio do advogado Roberto Zampieri, pediu a suspensão do julgamento e o desmembramento do processo para que o réu seja submetido a um incidente de insanidade mental. O pedido foi apresentado durante o Tribunal do Júri realizado em Cuiabá e prontamente negado pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, que encerrou a sessão desta quarta-feira (30). O julgamento será retomado nesta quinta (1º), a partir das 9h.

Josi Dias/TJMT

Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas

Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas são julgados pelo Tribunal do Júri

O segundo dia de julgamento durou cerca de 10 horas. Ao final do depoimento de Antônio, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e do coronel do Exército, Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, o advogado Nilton Ribeiro, que patrocina a defesa do réu confesso, fez o pedido.

Ao negar, o magistrado afirmou que o interrogatório realizado nesta quarta não apresentou sinais de comprometimento da integridade mental do réu, que demonstrou fala coesa, compreensão das perguntas e das consequências de seus atos, além de orientação no tempo e no espaço.

"O interrogatório não deixa dúvidas sobre a integridade mental do acusado. Durante o interrogatório, ele demonstrou fala coesa, compreensão das perguntas, das consequências inclusive das suas ações, manteve condições claras espaciais e temporais, e não apresenta sinais concretos de desorganização mental”.

Por fim, o juiz suspendeu a sessão desta quarta sem um veredito final. Para finalizar, ainda será realizada uma das etapas mais demoradas do Tribunal do Júri, que são os debates entre a defesa e a promotoria. A acusação e os advogados dos réus terão três horas cada para apresentar suas teses aos jurados. Ainda tem a possibilidade de réplica e tréplica, que deve prolongar mais ainda a discussão.

Somente após os debates, o Conselho de Sentença, formado pelos jurados, dará o veredito ao trio. O julgamento retorna nesta quinta, a partir das 9h.

Josi Dias/TJMT

juiz José Mauro Nagib Jorge

Juiz José Mauro Nagib Jorge negou pedido de incidente de insanidade mental

Julgamento

O Tribunal do Júri teve início nessa terça-feira (29). Antônio, Hedilerson e Caçadini são os primeiros réus acusados pelo crime a encararem a Justiça.

No primeiro dia de julgamento, foram ouvidos o delegado da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Nilson Farias, o delegado da Polícia Federal, Marco Bontempo, e a testemunha, José Marcos Marini, amigo de Zampieri.

Nesta quarta, foram ouvidos Antônio, que confessou ter matado o advogado e disse que, caso tivesse "recebido a tarefa" de matar o desembargador aposentado Sebastião de Moraes Filho, também teria o executado. 

Reprodução

Roberto Zampieri

Advogado Roberto Zampieri foi morto a tiros

Hedilerson foi ouvido antes do coronel. Ele disse que teve a confiança traída por Antônio e negou ter emprestado ao executor a arma utilizada no crime. “Eu não acreditei que ele tinha usado a minha arma. Ele traiu a minha confiança. Ele se aproveitou de uma certa confiança que eu tinha com ele. Apesar de não sermos amigos íntimos, é normal dividirmos um quarto de hotel quando você trabalha com a pessoa", disse.

Já o coronel do exército negou participação na execução e afirmou estar sendo usado como “bode expiatório”. “Acho que estão tentando arrumar um bode expiatório. Porque eu realmente, não tenho nenhuma razão, nenhuma necessidade. Alguma coisa está acontecendo, para que seja colocado meu nome e o de algumas pessoas neste processo”, dispara.

Conforme a denúncia do Ministério Público, Etevaldo é apontado como financiador do crime; Hedilerson seria o contratante e dono da arma; e Antônio teria sido o executor do assassinato. A denúncia narra que Etevaldo teria pago R$ 40 mil para Antônio executar o crime. Antônio, por sua vez, teria sido auxiliado por Hedilerson, que teria emprestado sua arma.

 

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