O conselheiro aposentado do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Valter Albano, alvo de busca e apreensão no âmbito da Operação Tomada de Contas, deflagrada nesta quinta-feira (28), teria recebido R$ 6,6 milhões como titular de comissão permanente, dos quais R$ 4,9 milhões foram transacionadas em 55 ordens avulsas.
Os repasses ocorreram em blocos de até seis ordens quase idênticas no mesmo dia, por sete contas de cinco instituições, conforme informações coletadas pelo
na decisão do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Og Fernandes.
O afastamento foi necessário, segundo o ministro, devido ao histórico de Albano, que foi um dos cinco Conselheiros afastados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2017, em uma das fases da Operação Ararath. Embora aquela investigação tenha sido arquivada por insuficiência probatória, o magistardo entendeu que ela demonstra a possibilidade de comando institucional, ainda que de forma indireta, após a prisão preventiva do presidente do órgão, Sérgio Ricardo.
Ele está proibido de acessar as dependências do TCE-MT, manter contatos com servidores e deixar o Brasil.
Conselheiros afetados
Conforme já publicado pelo
, Sérgio Ricardo, na função de presidente, foi o único conselheiro preso, diante da possibilidade de interferência nas investigações, já que é detentor de grande influência. Outros três conselheiros, alvos da PF, foram afastados do cargo, Guilherme Antonio Maluf, José Carlos Novelli e Alisson Alencar.
Operação
Nesta quinta, 180 policiais federais foram às ruas para cumprir os mandados em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Ao todo, foram expedidos 26 mandados de busca e apreensão, além de medidas de afastamento de sigilos e sequestro de bens, autorizadas pelo STJ.
Apreensões
Agentes da Polícia Federal apreenderam dinheiro em espécie, carros de luxo, relógios, documentos e malotes nesta quinta-feira (29). São diversos relógios de luxo, diversas notas de real, dólar e até euros. Entre os bens apreendidos também estão veículos de luxo das marcas Audi e Mercedes. A ação investiga supostas irregularidades na gestão de contratos administrativos e na realização de pagamentos a servidores da corte.
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