Rogério Florentino/OlharDireto
O advogado Renan Serra conversa com a imprensa ao deixar a DEA, na tarde desta quinta, quando mãe de adolescente que atirou em amiga depôs
A família da garota que teria atirado acidentalmente na adolescente Isabele Guimarães Ramos, 14 anos, decidiu deixar, temporáriamento, a casa onde toda a tragédia aconteceu, no condomínio de luxo Alphaville I, em Cuiabá. De acordo com um dos advogados dos familiares, Renan Serra, a decisão se deve ao fato de todos estarem traumatizados com o crime, ocorrido em 12 de julho. Além disso, temem por eventuais represálias.
O relato foi feito aos jornalistas no início da tarde desta quinta (23), quando o advogado deixou a Delegacia Especializada do Adolescente (DEA), na Capital, onde acompanhou o depoimento de sua cliente, Gaby Soares de Oliveira Cestari, de 44 anos, mãe da adolescente que teria feito o disparo de forma acidental.
A decisão explica o fato de um oficial de Justiça ter ido até a mansão, mas não encontrar os pais da adolescente. A intimação era para que o pai, Marcelo Sestari, se manifeste sobre pagamento de fiança.
Ela foi interrogada pelo delegado Wagner Bassi por quase 4 horas. De acordo com Renan, o depoimento foi tranquilo e mãe relatou a percepção que teve dos fatos. Ele garantiu que a família está colaborando com as investigações.
O advogado também falou sobre a fiança que deve ser paga por Marcelo. No dia do crime o empresário foi detido, mas solto após pagar fiança de R$ 1 mil (valor estipulado pela polícia). O valor foi aumentado para R$ 209 mil, mas acabou suspenso por decisão do desembargador Rondon Bassil Dower Filho, do Tribunal de Justiça (TJMT), após a defesa recorrer, alegando severa crise financeira. Conforme Renan, ainda não foi arbitrado o quanto o pai deve pagar.
Há a expectativa de que o delegado chame o pai e a garota que teria feito o disparo para um novo depoimento. Além disso, a DEA pode requerer a realização de reconstituição do crime. As diligências, no entanto, não foram confirmadas.
Laudo
Também há novidade em relação ao laudo preliminar do IML. Além da constatação de que o disparo da arma de fogo foi feito a curta distância, o documento aponta que um traumatismo craniano como causa da morte de Isabele.
O
apurou na tarde de quarta (22), que segundo as investigações, a adolescente estaria brincando com a arma no mesmo local que a vítima, quando aconteceu o crime e o tiro foi disparado.
Essa versão contradiz o depoimento da adolescente à polícia no qual afirmou que o disparo acidental ocorreu após a arma cair da sua mão no momento em que foi guardá-la. Segundo ela, a maleta onde estava a arma escapou de suas mãos e disparou, atingindo Isabele no banheiro de um dos quartos, na parte superior da casa.
A Polícia Civil agora investiga as circunstância dessa brincadeira. Porém, até o momento, conforme a polícia, nada indica que houve intenção de matar por parte da adolescente que disparou contra a amiga. O crime está sendo tratado como homicídio culposo pela investigação.
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Aderbal Ratzinger 24/07/2020
Deixou a casa, não foi encontrado na loja... Sem avisar o judiciário. Tá correndo, algo podre paira por essa história.
1 comentários