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Polícia Terça-feira, 01 de Março de 2022, 06:00 - A | A

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NA FRONTEIRA

Polícias da Bolívia e do Brasil estouram laboratório de refino de cocaína - veja

Investigações apontam que que a pasta base de cocaína vinha até o laboratório de avião  do Peru, em grandes quantidades  e era refinada até se transformar em cloridrato de cocaína

Bárbara Sá

PF

Refinaria coca2

Apreensão de material para refino em Comodoro deu início às investigações conjuntas 

A Força Especial de Luta Contra o Narcotráfico da Bolívia (FELCN) em ação conjunta com Polícia Federal e Grupo Especial de Fronteira (Gefron) localizou uma das maiores refinarias de cocaína na fronteira da Bolívia com Mato Grosso nesta segunda (28), durante a Operação Guaporé. Situado a cerca de 1,8 km da fronteira do Brasil, no interior do Parque Noel Kempff, no departamento de Santa Cruz, o local recebia vários voos aviões toda semana. Próximo à refinaria havia duas pistas de pouso, sendo uma aparentando ter sido inaugurada há pouco tempo. O complexo   possuía dois acessos, um pelo Rio Guaporé e outro pelo Córrego do Espeto.

Investigações apontam que a matéria-prima, pasta base de cocaína, vinha do Peru e chegava ao "laboratório, de avião em grandes quantidades. Lá era refinada até se transformar em cloridrato de cocaína (cocaína em pó). Posteriormente, a droga  era embalada, atravessava o rio Guaporé com destino ao Brasil, onde era colocada em barcos ou caminhonetes e embarcada em caminhões, no município de Comodoro (a 644 km de Cuiabá).

 Após as investigações, a Polícia Federal então acionou, por intermédio da Coordenação-Geral de Polícia de Repressão a Drogas, Armas, Crimes contra o Patrimônio e Facções Criminosas (CGPRE), o Adido Policial brasileiro que trabalha em La Paz e este, em contato com a polícia boliviana, arregimentou policiais da Felnc - Força Especial de Luta Contra o Narcotráfico para diligenciarem o local.

Na localidade,  foi encontrado pelos policiais bolivianos farto material para o refino, incluindo insumos da mesma natureza daqueles que foram apreendidos em julho de 2021 pela Polícia Civil em Comodoro, além de equipamentos como destilador e um potente gerador, enterrado no subsolo da local, bem com grande quantidade de cocaína que será pesada em Santa Cruz de La Sierra.

Essa foi uma das maiores estruturas empregadas para o refino de cocaína já desarticuladas na região, em   trabalho desenvolvido através da cooperação entre as forças policiais do Brasil e da Bolívia. No laboratório ainda havia um sofisticado sistema de internet via satélite, rádio comunicadores, depósito de combustível, diversas redes, em uma espécie de dormitório, televisão, geladeira fogão e um refeitório.

Investigação

Há aproximadamente dois anos, o Núcleo de Inteligência do Gefron e a Delegacia de Polícia Federal de Cáceres vinham recebendo informações de que, na região do Rio Guaporé, no município de Comodoro, fronteira entre o Brasil e a Bolívia, haveria uma refinaria de cocaína.

Naquela região foram realizadas diversas apreensões de drogas e em julho de 2021. Foi apreendida ainda uma grande quantidade de insumos para a fabricação de pasta base e cloridrato de cocaína, fato que chamou a atenção das forças de segurança em relação à região.

Aportaram várias denúncias anônimas, informando que o local ficaria na Bolívia, a menos de 2 quilômetros da fronteira com o Brasil, e que ali estariam pousando pequenos aviões toda semana.

Após diversas incursões percorrendo as margens do Rio Guaporé, foi descoberta uma pequena estrada que levava até uma barranca do rio, levantando a suspeita de que aquela poderia ser uma rota para a refinaria.

A Polícia Federal então acionou o Adido Policial brasileiro que trabalha em La Paz e este, em contato com a polícia boliviana, arregimentou policiais da Felcn para diligenciarem no local.

Ao mesmo tempo, foram designadas equipes conjuntas da Polícia Federal e do Gefron  para se posicionarem na fronteira, às margens do Rio Guaporé, para acompanharem, no lado brasileiro, os resultados da diligência realizada pela Polícia boliviana. Policiais brasileiros e bolivianos passaram a manter contato entre as equipes.

A principal hipótese era a de que a pasta base de cocaína vinha até o laboratório de avião, em grandes quantidades, e ali era refinada até se transformar em cloridrato de cocaína (cocaína em pó). Posteriormente, a droga  era embalada, atravessava o rio Guaporé com destino ao Brasil, onde era colocada em barcos ou caminhonetes e embarcada para caminhões em Comodoro.

As investigações terão continuidade para identificar os indivíduos envolvidos seja no refino ou no transporte da substância entorpecente no Brasil, além das rotas utilizadas e destino final das drogas.

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MITO2022 02/03/2022

Depois que Bolsonaro assumiu a presidência, os criminosos tem vida dura. O PT que o diga.

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Samuel Silva 01/03/2022

Parabenizo aos agentes policiais que desarticularam esse braço do crime intenacional.

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2 comentários

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