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Polícia Domingo, 19 de Julho de 2020, 21:58 - A | A

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DEU NO FANTÁSTICO

Tinha sonhos para minha filha querida, diz mãe, que questiona tiro acidental - vídeo

Keka Werneck

Patrícia Ramos

Patrícia Ramos: era uma filha querida, tinha sonhos para ela

Faz uma semana que uma garota de 14 anos matou a colega, com um tiro supostamente acidental na cabeça. A vítima, Isabele Guimarães Ramos, da mesma idade, foi encontrada caída no banheiro numa casa no condomínio de luxo, o Alphaville I, na Capital. Neste domingo (19), o caso foi destaque no Fantástico. "Minha filha saiu de casa para fazer um bolo e saiu carregada para o IML. Essa é a triste realidade disso". disse a mãe da vítima, Patrícia Hellen Guimarães Ramos.

Ela deu a sua primeira entrevista, após a tragédia, questionando as versões dadas pela garota e o pai dela, Marcelo Cestari, 46 anos. Em depoimento, eles disseram que a arma ficou um tempo no sofá e, a pedido do pai, a garota foi guardá-la.

Percebeu, porém, que a amiga estava no banheiro e, chegando lá, ao se deparar com ela, a caixa caiu no chão e o tiro foi disparado. "Não acredito nisso, não entendo de armas, mas acho isso muito pouco provável. Acertar bem na cabeça, porque não no braço, na perna", questionou a mãe. A menor, que atirou na amiga acidentalmente, e o pai dela, são praticantes de tiro esportivo.

A reportagem mostra que o esporte foi liberado ano passado, para adolescentes de 14 anos, por decreto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que vem flexibilizando a legislação de armas. 

Na casa de Cestari, a polícia encontrou 7 armas, sendo duas sem registro. A mãe da vítima se diz surpresa com isso. "Sabia que eram todos praticantes de tiro, mas não sabia que tinha arsenal em casa, e muito menos sabia que armas circulavam na casa de forma deliberada, muito menos armas carregadas, senão não tinha deixado minha filha ir lá".

"A polícia tem que esclarecer como uma menina de 14 anos tem acesso a uma pistola", cobra o advogado da família da vítima Hélio Nishiyama.

O delegado Wagner Bassi, da DEA, destacou que investigações estão em curso, mas já é possível afirmar que a pistola foi modificada, tinha uma alteração, deixando o gatilho e o acionamento mais mole. "Mas ainda temos que verificar se alteração permitiu o disparo acidental", ressalta. Cita serão avaliados vários elementos como a distância do tiro, altura do tiro e a dinâmica do disparo.

defesa cestari

Defesa da garota que atirou diz que família está garantindo acesso a tudo que polícia precisar para dar andamento às investigações da triste ocorrência

Muito emocionada, a mãe relatou que foi chamada porque a filha tinha sofrido um acidente. "Quando cheguei, encontrei minha filha estirada no chão e pensei por que estavam fazendo massagem cardíaca nela, se sabiam que tava morta".

Devido à gravidade dos fatos a defesa da família diz que fiança inicial, imposta a Marcelo Cestari, de mil reais, é "ilegal, imoral e agressivo". E o valor foi questionada em juízo.

A defesa da família da garota que atirou diz que todos estão consternados com a tragédia, assim como a defesa do sogro da garota, pai do namorado dela, que também investigado (o sogro).

Para a mãe de Isabele, é uma dor que não tem fim. "Era uma filha querida, inteligente, tinha muitos sonhos para ela", desabafa. E finaliza: "eu não tenho medo da verdade, eu só não vou poder conviver com essa dor a minha vida toda sem saber o motivo, o porque da minha filha ter sido baleada aquele dia".

Veja reportagem completa

Investigações

Inquérito do caso está em curso. Em depoimento, a garota disse que a arma do crime é do namorado dela, também atirador, e que ela havia deixado na casa dela por temer blitz. Cestari reconheceu que foi negligente ao não prestar mais atenção nas armas deixadas pelo namorado da filha.

O sogro, pai do rapaz, Glaucio Fernando Mesquita, também é investigado. Cestari e ele foram alvos de operação da Policia Civil nesta semana. Glaucio também é atirador. A polícia aprendeu na casa deles objetos que sirvam às investigações.

Ministério Público do Estado pediu o indiciamento do empresário Marcelo Cestari por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, pela na morte da adolescente. O pedido é do promotor de Justiça, Marcos Regenold Fernandes. O juiz João Bosco Soares da Silva, da 10ª Vara Criminal de Cuiabá, acatou e aumentou a fiança para R$ 209 mil.

O caso gerou grande comoção no país. Neste domingo, vizinhos e amigos levaram flores e bichos de pelúcia e colocam em frente à casa onde ocorreu esta tragédia.

flores

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Silvio = sendo medíocre para servir de e 20/07/2020

Liberar tiro esportivo para pessoas de menor que não respondem pelos seus crimes está certo? mas o mito pode né? a maioria dos militares estão com ele por defender interesse próprio e o restante é um monte de leigos que estão vendo o caminho errado que está ocorrendo na área da segurança pública, tomara que morra muito mais pessoas, tomara que libere o porte de armas pra bastante gente e morra bastante gente para as pessoas resolverem os conflitos na base da bala, somente na dor esse povo aprende, também para verem que é não é liberando a arma e sim reforçar as leis para coibir bandidos de praticarem crimes deixando-os trancafiados, o Brasil do desrespeito está na moda, está na moda desrespeitar os outros poderes, a moda do desrespeito é atual, e os filhos do presidente são pobres e inocentes também.

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