Preso há 457 dias, o ex-governador Silval Barbosa (PMDB), apontado pelo Ministério Público Estadual como líder de vários esquemas de corrupção, pode passar o segundo Natal na cadeia. Atualmente, o peemedebista aguarda o julgamento de mérito de dois habeas corpus que tramitam na 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, que teve a sua última sessão nessa quinta (15).
A próxima reunião, segundo a assessoria de imprensa do STJ, ocorrerá somente em 2 de fevereiro. Se não conseguir a liberdade até lá, o ex-governador chegará aos 500 dias de prisão.
Contudo, a defesa de Silval pode ingressar com um novo recurso nos próximos dias ou mesmo durante o recesso forense, que inicia na próxima terça (20) e segue até 6 de janeiro. Procurado pelo
, o advogado Valber Melo preferiu não adiantar a estratégia de defesa.
O julgamento de mérito de um dos habeas corpus - o que busca a suspeição da juíza titular da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Rosane Arruda, a anulação da Operação Sodoma 1, bem como a revogação de todas as prisões decretadas posteriormente a isso - teve início no dia 1º deste mês.
Na ocasião, o relator do recurso, ministro Antônio Saldanha, proferiu voto pelo não conhecimento do recurso. Todavia, um pedido de vista do ministro Sebastião Reis adiou o desfecho do julgamento. Desde então, a 6ª Turma se reuniu outras três vezes, sem que Sebastião apresentasse seu voto.
Pedido de vista adia julgamento de HC de Silval que pode anular Sodoma
Apesar do voto de Saldanha pelo não conhecimento, o advogado que fez a sustentação oral do pedido, em Brasília, Ulisses Rabaneda, disse estar otimista com o resultado. “Foi um voto pelo não conhecimento da causa. A defesa está plenamente convicta da tese e acredita que terá sucesso, pois o ministro se impressionou com os argumentos e, por isso, pediu vista”, comentou.
Silval está preso no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC) desde 17 de setembro do ano passado, quando foi deflagrada a Operação Sodoma 1, que investiga fraude na concessão de incentivos fiscais no Estado. Desde então, chegou a acumular mais uma ordem de prisão, e agora está preso apenas em decorrência de um desdobramento da Sodoma 2, que apura a compra do terreno de R$ 13 milhões na avenida Beira Rio, em Cuiabá, com recursos supostamente oriundos de propina.
Apontado como líder de 3 esquemas, Silval completa hoje 1 ano de prisão
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