Cuiabá, 30/10/2026

Maggi, Jayme e Taques assumem lideranças partidárias no Senado

      Os senadores Blairo Maggi (PR), Jayme Campos (DEM), e Pedro Taques (PDT) assumiram esta semana a liderança de seus respectivos partidos no Senado. Na prática, a indicação dos mato-grossenses favorece a discussão de temas voltados ao Estado no Congresso. “É uma conquista de toda a bancada. É a região que representamos quem ganha. Temos condições de influenciar debates que nos importam e nos farão reconhecidos pela relevância política, econômica e social que temos”, avaliou o democrata.

     Enquanto Taques assumiu o posto de vice-líder do PDT e representa o partido durante a ausência do titular, Acir Gurgacz, Jayme foi eleito líder da minoria no Senado, contando com o apoio de democratas e tucanos. Já Maggi, substitui Magno Malta, na liderança do PR.

     Na reunião de líderes, realizada nesta terça (14), foram sentidos os primeiros reflexos da indicação dos mato-grossenses. Maggi, Jayme e Taques defenderam que assuntos como a distribuição dos royalties do pré-sal, a redistribuição do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e a revisão do Pacto Federativo sejam destaque na pauta do Senado em 2012.

     O republicano destacou a necessidade do retorno do FPE à pauta de votações, sob o argumento de que o assunto envolve setores como a saúde, educação e infraestrutura. “Quando governador, entrei com um processo no STF arguindo a forma como eram repassados os recursos federais aos estados. Ganhamos e acredito que esse tema deve ser novamente retratado, visto que tem validade somente até dezembro de 2012”, ressaltou.

     Taques, por sua vez, lembrou a proposta de criação de uma comissão especial para revisão do Pacto Federativo, apresentada por ele próprio. O assunto é concenso entre os senadores, por isso, a tendência é que seja apreciado. Outro assunto ressaltado pelo pedetista foi a segurança pública. "Precisamos debater não só melhorias para os trabalhadores do setor, como também estudar mecanismos para reverter quadros de desigualdade social e o aumento da violência”, frisou.