Cuiabá, 30/10/2026

PR define até março se volta à base; vai depender do governo, diz Maggi

     O PR deve definir até 15 de março se voltará a fazer parte da base aliada da presidente Dilma Rousseff (PT) ou não. O prazo limite foi estabelecido nesta quarta (14), após uma reunião entre os líderes do partido no Senado, o ex-governador Blairo Maggi, e na Câmara Federal, o deputado Lincoln Portela. "Estamos dispostos a volta à base do governo, de onde, na verdade, nunca saímos. Mas queremos saber que posição podemos assumir. A bola agora está com o governo", disse o senador.

     Conforme Maggi, a definição deve ser anunciada num encontro com Dilma e o presidente do partido, o ex-ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento. A audiência está sendo intermediada pela ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti. Apesar de participar das negociações, o senador ressalta que a maior "ansiedade" por uma definição parte da Câmara e não do Senado.

     O rompimento do PR com a base do governo Dilma ocorreu em meados de junho do ano passado, quando um escândalo acerca de susposto superfaturamento em obras no setor de infraestrutura rodoviária resultou na exoneração de Nacimento, do Ministério dos Transportes, e de Luiz Antônio Pagot, do Dnit. À época, Maggi, padrinho político de Pagot, foi um dos republicanos que defenderam que o partido deveria adotar uma postura mais independente.

     O próprio senador reconheceu, no entando, que a iniciativa de se afastar das decisões do governo não surtiu tanto efeito quanto o esperado. "Com raras excessões, o partido tem acompanhado o governo em todas as votações depois que saiu do ministério", afirmou.

     Agora o partido já estuda a possibilidade de retornar à base de Dilma e até de reassumir o posto que perdeu. Segundo Maggi, representantes do partido na Câmara já têm indicações de nomes para o cargo. O ex-governador pondera, no entanto, que o Senado não deve interferir na discussão. "Primeiro tem que se definir qual o espaço o governo está disposto a nos dar. Depois vem a escolha dos nomes. Mas, como eu disse, a inquietação é muito maior na Câmara do que no Senado", ressaltou.