Cuiabá, 30/10/2026

Republicano busca se antecipar a denúncias e nega ser ficha suja

     Diante da "avalanche" de acusações envolvendo diversos nomes públicos, ocasionada pela validação da Lei da Ficha Limpa pelo Supremo Tribunal Federal (STF) esta semana, o deputado federal Wellington Fagundes (PR) resolveu se antecipar. Em nota encaminhada à imprensa neste sábado (18), o republicano enumera as condições que podem gerar inelegibilidade e ressaltar não estar incluído em nenhum dos casos.

     Em seu sexto mandato, Wellington, no entanto, deve figurar entre os "investigados" pelo Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral (MCCE), que pretende aproveitar o feriado de carnaval para elaborar uma lista com os fichas sujas do Estado. Acontece que em 2010 o deputado apareceu como "suspeito" no levantamento realizado pelo movimento.

     Por meio de sua assessoria, o republicano sustenta, todavia, que o único processo pendente contra si diz respeito a uma ação civil pública proposta pelo Ministério Público referente a construção de poços artesianos em Rondonópolis. Conforme Wellington, o caso não se enquadra na Ficha Limpa por se tratar de crime ambiental. Além disso, ele sustenta que só foi citado porque a promotoria desconhecia que a obra era responsabilidade da prefeitura.

     O republicano é cotado para disputar o comando de Rondonópolis, mas tem rejeitado a possibilidade. Ele já tentou se eleger ao cargo de prefeito duas vezes. Em 2008, chegou a tentar emplacar o nome de seu filho, João Antônio, como vice do então prefeito Adilton Sachetti (PDT), que buscava a reeleição. Ambos foram derrotados por Zé do Pátio (PMDB).

MCCE aproveita validação de Ficha Limpa e elabora lista visando 2012