Cuiabá, 31/10/2026

Silval tenta contornar crise sobre Secopa, na OSS e no PT na Seduc

    O governador Silval Barbosa vai tentar resolver esta semana alguns "pepinos" e impasses que têm provocado desgaste à administração, fora as problemáticas corriqueiras registradas na segurança pública, educação, meio ambiente e infraestrutura. Uma de suas preocupações é quanto à polêmica sobre a gestão e estrutura para condução dos projetos preparativos de Cuiabá para a Copa-2014.

    O Palácio Paiaguás decretou o fim da Agecopa e precisa ver aprovada, para transferência de atribuições, a mensagem que cria a secretaria extraordinária da Copa (Secopa). A decisão agora é dos deputados e alguns "engrossaram" o discurso. Mandaram recado ao governador, com várias perguntas e questionamentos.

   Preocupado, Silval acionou o líder do Executivo na Assembleia, Romoaldo Júnior (PMDB). Pediu que este conduza as articulações para o Executivo não ser derrotado. O teste virá na sessão de quarta, quando o projeto entrará na pauta para votação.

    Assim que sancionar a lei que inclui na estrutura a nova pasta, Silval precisa nomear oficialmente 4 adjuntos. Além do secretário Eder de Moraes, 3 deles já estão praticamente escolhidos: Yênes Magalhães, Jefferson de Castro e Djalma Mendes, que perde o status de secretário, já que conduz desde janeiro a pasta extraordinária de Apoio Institucional às Ações da Agecopa e PAC, que será extinta. Como Cuiabá não se transformou ainda num canteiro de obras, dentro da expectativa de receber quase 200 obras estruturantes rumo ao Mundial de futebol de 2014, a população acaba descarregando sobre o governo uma dose de desconfiança e isso gera desgaste e crises.

    O governo se vê acuado também por causa da decisão de terceirizar a gestão da saúde pública por meio de OSS. A Justiça mandou o Executivo suspender o contrato com uma dessas organizações que assumiu o hospital Metropolitano, de Várzea Grande. Silval escalou seu secretário Pedro Henry para "peitar" a Justiça e, por enquanto, não vai cumprir a ordem judicial. Espera reverter a situação no julgamento do mérito.

   Outro problema jogado para o governador é a disputa interna no PT, inclusive de uma mesma corrente. Depois de perder a cadeira de deputado federal, Ságuas Moraes renunciou ao cargo de presidente estadual da legenda petista no último sábado para, assim, ficar livre para reassumir a secretaria de Educação do Estado. Acabou criando impasses. A titular Rosa Neide, que foi adjunta de Ságuas, não quer deixar o primeiro escalão. O governador, por sua vez, reprova a articulação precipitada de Ságuas, que, nos bastidores, está loteando cargos e anuncia que retornará ao staff, mesmo sem ter aval do chefe do Executivo.