Combatente de MT agredido na Ucrânia grava vídeo e relata excesso de punições; assista
Arison Benevides White é natural de Cáceres e luta contra a invasão russa no país europeu
O combatente mato-grossense Arison Benevides White, conhecido como Periquito, se pronunciou nas redes sociais após a divulgação de imagens que mostram uma confusão durante um treinamento militar na Ucrânia. Em vídeo publicado neste fim de semana, ele afirmou ter sido vítima de agressões físicas após questionar a conduta de instrutores responsáveis por uma reciclagem destinada a militares.
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Segundo o relato, ele e outro veterano de guerra, identificado como Sasha, foram enviados para participar de um treinamento de atualização com duração de quatro dias. Durante a atividade, Periquito, que é natural de Cáceres (a 220 km de Cuiabá) afirma ter presenciado situações que classificou como incompatíveis com o ambiente militar. "Me deparei com coisas que não são cabíveis no meio militar, excesso de regras e punições excessivas para recrutas novos", afirmou.
De acordo com o combatente, os recrutas eram submetidos a longos períodos sob o sol e a exercícios físicos considerados excessivos. Ele atribuiu as determinações a uma instrutora identificada como Yasmin e ao companheiro dela, chamado Ali.
Periquito relatou que a instrutora teria exigido que ele e outros veteranos participassem de corridas e exercícios físicos. No entanto, segundo o combatente, tanto ele quanto Sasha possuem restrições médicas emitidas por uma junta de avaliação militar ucraniana devido a sequelas adquiridas em combate. "Eu falei que não porque eu e meu amigo Sasha temos um atestado dado pelo próprio comitê médico que proibia a gente de fazer exercícios físicos", relatou.
Após se recusar a cumprir a determinação, ele teria sido alvo de provocações e passou a discutir com a instrutora. O mato-grossense afirma que, durante a discussão, ela teria tentado agredi-lo fisicamente. "Nisso ela surtou, veio para cima de mim, tentou me agredir e me enforcar", disse.
O combatente afirma que não reagiu às agressões. Segundo ele, enquanto era contido por outros militares, o namorado da instrutora teria aproveitado a situação para golpeá-lo na região da cabeça. "Ele aproveitou para me atacar pelas costas com um pedaço de pedra na minha cabeça, na minha nuca. Eu vim a desfalecer e fiquei desacordado", relatou.
Periquito disse ainda que recebeu apoio de colegas e foi encaminhado para atendimento médico. No vídeo, ele aparece afirmando estar fora de perigo e agradece pelas mensagens de apoio recebidas após a divulgação do caso - veja o relato: