Presidente da SBCP de MT não vê erro médico e crê que morte após lipo é fatalidade
Mas segundo o cirurgião plástico, a necropsia vai indicar o que levou a jovem à não resistir após cirurgia
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Vendedora Keitiane Luzia da Silva, de 27 anos, morreu logo após procedimentos
Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica em Mato Grosso (SBCP), Vidal Guerreiro, considerou a morte da vendedora Keitiane Luzia da Silva, de 27 anos, após um procedimento estético nesta quarta (14), como uma fatalidade. A princípio, ele não aponta a existência de erro médico.
“A evolução da paciente nos mostrou que não houve algum problema técnico na cirurgia, perfuração. A evolução mostra isso. Entretanto, o que vai determinar a causa da morte dela é a necropsia que será feita, que poderá esclarecer se houve problemas e nos dar hipóteses que podem ter levado ao óbito”, pontuou.
Na última terça (13), Keitiane realizou uma série de procedimentos estéticos em um hospital de Cuiabá. Além de lipoaspiração, ela fez abdominoplastia, enxertou gordura no glúteo e corrigiu uma cicatriz na mama decorrente de cirurgia anterior.
Durante o pós-operatório, por volta das 19h, contudo, paciente sentiu fala de ar. Ela foi transferida para Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Santa Rosa na manhã do dia seguinte, onde teve três paradas cardíacas. Ela não resistiu e morreu.
Apesar da família indicar a existência de possível erro médico, presidente assegura que complicações são inerentes a qualquer tipo de cirurgia, inclusive as estéticas. Isso porque os traumas ocasionados durante o procedimento podem desencadear processos no organismo que não dependem do profissional.
“Às vezes isso leva o óbito, porque a gente não consegue controlar essa evolução ruim que pode acontecer com qualquer cirurgia”, disse. “Essa é a conclusão que a gente tem no momento. Se surgirem novos dados, eles vão ser divulgados. A gente não identificou até agora nenhum problema técnico na cirurgia em si”, complementou.
Covid-19
Outro fator apontado pela família é que Keitiane foi diagnosticada com Covid-19 um mês antes do procedimento estético. Médico explicou que, nesses casos, orientação é que se espere pelo menos um mês após a infecção pelo vírus. Então, são realizados exames habituais pré-operatórios que apontam a possibilidade ou não de realizar a cirurgia.
No caso da vendedora, conforme nota emitida pelos profissionais responsáveis pela cirurgia, nenhum dos exames demonstrou anormalidade, o que teria evidenciado que a paciente estava apta ao procedimento. Necropsia ainda deve apontar causa da morte.