Em jantar com Flávio, Wellington discute estratégia e cenário eleitoral em MT
Reunião aconteceu após Flávio cravar os nomes da majoritária em Mato Grosso e reforçar a prioridade estratégica do Estado para o PL
Wellington Fagundes e Flávio Bolsonaro durante jantar em Brasília
Pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, o senador Wellington Fagundes (PL) participou, na noite desta quarta-feira (25), de um jantar na casa do colega de Parlamento e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) - filho do ex-presidente da República Jair Bolsonaro, que está preso na Papudinha. O prato principal do encontro foi a eleição geral de outubro, em um clima descrito como ameno e de interação entre os presentes.
O encontro ocorreu horas após Flávio afirmar, em coletiva, que o PL já definiu dois nomes para a chapa majoritária em Mato Grosso: Wellington ao Governo e o deputado federal José Medeiros ao Senado.
Wellington — que estava acompanhado dos deputados federais mato-grossenses Coronel Fernanda e Rodrigo da Zaeli — permaneceu no local até a meia-noite. Em entrevista ao #rdnews, o senador destaca que houve um bate-papo leve entre Flávio, os parlamentares de Mato Grosso e outros parlamentares do PL que estavam presentes.
Segundo o senador mato-grossense, Flávio analisou as últimas pesquisas nacionais, que apontam crescimento e consolidação de seu projeto ao Palácio do Planalto, tendo como principal adversário o presidente Lula (PT) - que vive período de desgaste diante de crises que envolvem o governo. Além disso, também teria demonstrado satisfação com os números em Mato Grosso, que o colocam na dianteira.
“O discurso dele [Flávio] está assentado. É de quem quer governar com todos e não fazer uma campanha baseada no radicalismo. Ele falou muito sobre não ficar olhando para o passado, porque senão você não constrói o futuro”, relatou Wellington.
Rodrigo da Zaeli, Wellington Fagundes, Flávio Bolsonaro e Coronel Fernanda durante jantar na casa do presidenciável
Sobre o cenário estadual, o senador afirmou que, conforme pesquisas, Flávio tem metade da rejeição de Lula em Mato Grosso. Segundo ele, o pedido do presidenciável foi para manter o foco e fortalecer os projetos do PL no Estado, estruturando um palanque robusto para impulsionar sua candidatura.
Wellington ressaltou ainda que seu perfil é semelhante ao de Flávio, o que, na avaliação dele, favorece o projeto do partido em Mato Grosso, considerado estratégico para o PL. “Todo mundo precisa se dedicar. Em Mato Grosso já saímos na frente [pesquisas mostram ambos na liderança], mas não tem ‘já ganhou’. É com humildade, dialogando com todos, como sempre fiz”, afirmou, ponderando que ainda não há debate avançado sobre a composição dos demais cargos da chapa.
Nos bastidores, a informação é de que um terceiro nome já estaria definido: o empresário Odílio Balbinotti Filho, que deve se filiar ao partido nos próximos dias e tende a ser indicado como primeiro suplente de Medeiros.
Quanto à vaga de vice-governador, Wellington confidenciou a aliados que gostaria de um nome do Nortão ou da Baixada Cuiabana, mas o tema ainda não avançou. Questionado sobre o tema, afirmou que não há definição e que se considera um político “estadualizado”, com presença em todas as regiões, por seu histórico municipalista.