Prefeita de VG não esconde desejo de apoiar projeto de Pivetta ao governo
Apesar disso, Flávia diz que é partidária e que respeitará a decisão do PL
Matheus Guimarães/Assessoria
Prefeita de VG Flávia Moretti (PL) e vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos)
A prefeita de Várzea Grande Flávia Moretti (PL) não esconde o desejo de que seu partido feche aliança com o grupo capitaneado pelo vice-governador e pré-candidato ao Governo Otaviano Pivetta (Republicanos), que deve assumir o comando do Estado em abril do ano que vem quando Mauro Mendes deve renunciar ao Palácio Paiaguás para concorrer ao Senado.
“Olha, eu não vou mentir. O vice-governador Pivetta está dando muito apoio a mim aqui na prefeitura e eu sou muito grata a ele. Gostaria muito de apoiá-lo, mas eu sou partidária e sou PL. Claro que a gente torce para que o PL, junto com o Mauro Mendes e o Pivetta, se unem para fazermos uma grande chapa porque nós vamos revolucionar não só o Estado, mas também Várzea Grande”, disse Flávia, ao lado do vice-governador, nesta quarta (15), durante evento que marcou a entrega de R$ 3 milhões em maquinários agrícolas para a cidade.
Após ser questionada sobre eventual apoio, Pivetta que estava junto com Flávia brincou: “não judia dela”. Em seguida Flávia reconheceu a proximidade, mas fez questão de frisar que respeitará a decisão partidária.
O PL tem o senador Wellington Fagundes como pré-candidato ao governo, mas ele tem enfrentado resistência interna, especialmente de prefeitos que gostariam de manter o alinhamento com o Palácio Paiaguás. Entre os que têm estreitado a relação com Pivetta estão ainda os prefeitos liberais de Cuiabá Abilio Brunini e de Rondonópolis Cláudio Ferreira. Neste cenário, Wellington teria que recuar e o grupo indicaria José Medeiros (PL) numa dobradinha ao Senado com Mauro Mendes (União).
“Eu estou aqui e ele [Pivetta] sabe disso, do meu carinho por ele. E nós estamos lutando por isso [uma aliança]. Política é assim. Ainda vai rolar muita água debaixo dessa ponte. E, se Deus quiser, uma ponte de concreto, porque vai ficar firme”, diz Flávia.
Sobre Wellington, Flávia reconhece que o correligionário tem uma história política importante e volta a frisar que é partidária e que acatará a decisão do PL sobre 2026. “Quem vai decidir o meu apoio é o meu partido e hoje eu estou no PL”.