O deputado federal e senador eleito, José Medeiros (PL), garante que o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), caso vença o presidente Lula (PT) nas urnas, irá governar para todos os brasileiros, sem levar em consideração bandeiras partidárias ou revanchismo. Ele, porém, frisa que a polarização tende a continuar, diante da impaciência e insatisfação que o eleitor desenvolveu nos últimos anos contra representantes dos Poderes.
Em visita ao Rdtv Cast e entrevista ao
, o político foi questionado se Flávio seria um pacificador ou agiria com discurso polarizado, como o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), que sempre quando pode, ataca apoiadores do presidente Lula, inclusive falando em fazer 'vaquinha' para que esquerdistas deixem o país.
Medeiros ameniza e diz que Abilio fala para sua bolha e que Flávio será um presidente com menos tensionador. "Abilio fala essas coisas, mas governa a cidade para todos [...] Evidentemente que o Flávio está com um plano de governar o país e não tá com esse viés".
"Se você perguntar, o Flávio vai acabar com polarização? De jeito nenhum. A sociedade está polarizada e não é por causa do Bolsonaro. A população se polarizou em 2013. Em 2013, essa população se revolta contra esse sistema político que nós temos. E eu digo sistema político, incluindo o Judiciário. Tudo isso que acontece, revolta o cidadão. É esse cara que não acompanhava a política, ele nem sabia que diabo que era esquerda ou direita, ele fica pê da vida", emendou o político, frisando que esses brasileiros querem que "fazer Brasília tomar vergonha na cara".
Flávio tem prometido fazer um ajuste fiscal com corte de até R$ 300 bilhões no orçamento. Segundo Medeiros, o entendimento é de Flávio será mais eficiente e buscará ser agregador, embora reconheça que o eleitor não têm sinalizado que será paciente, independente de que quem vença a eleição.
"Esse eleitor foi rotulado de bolsonarista, mas esse eleitor está tão radicalizado, que cada um que ele for vendo, que pisou no tomate, ele vai chutar. Tanto é que temos vários exemplos de gente que não tava conosco que já foi chutado para fora. É um eleitor que ele tá com pouca paciência, tá com muito pouco dinheiro no bolso. É a classe média que está achatada e se o PT ou qualquer outro compreender [esse movimento e ajudar], esse eleitor vai voltar a trabalhar", ponderou, ressaltando que, independente do resultado, a polarização deve permanecer.
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