Em uma eleição marcada pela força das redes sociais na comunicação política, os candidatos ao Governo de Mato Grosso e ao Senado declararam R$ 5,85 milhões em despesas com impulsionamento de conteúdo na internet. O valor representa 15,3% dos R$ 38,24 milhões gastos pelas 16 campanhas, conforme levantamento do
com base nos dados apresentados pelos candidatos à Justiça Eleitoral. O prazo final para a prestação de contas é até 3 de novembro e, por isso, os valores podem sofrer alterações.
A publicidade paga nas plataformas digitais, embora seja uma ferramenta importante para ampliar o alcance de publicações e atingir públicos específicos, ainda representa uma parcela minoritária do orçamento total das campanhas. Os números também revelam diferenças entre os candidatos, tanto no volume de recursos destinados à estratégia quanto no peso dessa despesa dentro das contas eleitorais.
Na disputa pelo Governo, o senador Wellington Fagundes (PL) liderou os gastos com impulsionamento, com R$ 1,526 milhão. O valor corresponde a 19,31% dos R$ 7,9 milhões declarados em despesas pela campanha. O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos), por sua vez, destinou R$ 864 mil à publicidade impulsionada, equivalente a 11,29% dos R$ 7,65 milhões gastos.
Doutora Natasha (PSD) declarou R$ 515 mil em impulsionamento, o equivalente a 10,97% de suas despesas totais, de R$ 4,69 milhões. Entre os demais concorrentes, Rafaell Milas (Missão) investiu R$ 26,2 mil, enquanto Sargento Laudicério (AGIR) não registrou gastos nessa modalidade. Mauricio Coelho (Mobiliza) declarou R$ 541,33 em impulsionamento, de um total de R$ 657,83 em despesas.
Senado
Entre os candidatos ao Senado, o deputado federal e senador eleito José Medeiros (PL) liderou em valores absolutos, com R$ 1 milhão destinado ao impulsionamento de conteúdo. A despesa equivale a 23,41% dos R$ 4,27 milhões declarados pela campanha.
Carlos Fávaro (PSD) aparece na sequência, com R$ 585 mil, o equivalente a 24,37% de suas despesas totais, de R$ 2,4 milhões. Mauro Mendes (União), o mais votado, por sua vez, declarou R$ 475 mil em publicidade impulsionada, ou 15,8% dos R$ 3 milhões gastos.
Margareth Buzetti (PP) destinou R$ 287 mil à modalidade, enquanto Pedro Taques (PSB) declarou R$ 198 mil e Antônio Galvan (Avante), R$ 192,2 mil. Janaina Riva (MDB), por sua vez, investiu R$ 150 mil, correspondentes a 8,53% de suas despesas totais.
Quando se considera a proporção do orçamento, o maior percentual entre os concorrentes ao Senado aparece na prestação de contas de Coronel Darwin (Democrata). Dos R$ 74,1 mil declarados em despesas, R$ 35,4 mil foram destinados ao impulsionamento, o equivalente a 47,9%.
Na outra ponta, Beny Godoy e Professor Nelson Ferreira, ambos do AGIR, não registraram despesas com impulsionamento. As contas dos dois somam, respectivamente, R$ 48,2 mil e R$ 1 mil em despesas totais.
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