A esperança é que o Barranco retorne às atividades em 30 dias, diz esposa Roseli
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Após 80 dias internado em São Paulo, tratando complicação da Covid-19, onde chegou a ser intubado e até voltou para a UTI após receber alta, o deputado estadual Valdir Barranco retornou para Mato Grosso e conclui o processo de recuperação em casa junto com a esposa, dentista Roseli e os dois filhos.
Em entrevista ao #rdnews, Roseli, que é coordenadora de Saúde Bucal da Prefeitura de Cuiabá relata que o marido espera retornar às atividades parlamentares e políticas em 30 dias, agradece o apoio recebido dos colegas deputados, dos companheiros do PT, da classe política e as orações que segundo ela, chegavam de todos os lugares de Mato Grosso.
Além disso, Roseli conta que a anulação da condenação do ex-presidente Lula (PT) pelo Supremo Tribunal Federal (STF) deu força para Barranco seguir no tratamento. E que se for necessário,bingos e rifas serão realizados para pagar as despesas do tratamento.
Veja os principais trechos da entrevista
Como está o processo de recuperação do Valdir Barranco hoje?
Agora junto com a família, ele se encontra muito bem. Os resultados dos últimos exames como hemograma são positivos e os médicos já afastaram o risco de pneumonia pós-Covid. Nesses últimos dias, o Valdir está usando a sonda de oxigênio somente para dormir, se locomovendo sem cadeira de rodas, usando o banheiro sozinho. A parte neurológica não foi afetada. O raciocínio está 100%.
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Tem previsão da retomada das atividades do deputado Barranco?
Somos otimistas. Acreditamos que em 30 dias, até menos tempo, ele esteja em condições de voltar às atividades. Fazer política em defesa da agricultura familiar, da classe trabalhadora, da educação e dos menos favorecidos é vida dele. E por isso, ele se esforça no processo de recuperação. Logo, com o avanço da fisioterapia, ele estará apto para ligar o computador e usar o celular sem dificuldades. Assim, poderá participar de sessões remotas, de reuniões online. Aos poucos, a vida volta ao normal.
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Qual foi a reação do Barranco ao saber da anulação da condenação do ex-presidente Lula pelo STF?
O Valdir tem o Lula como referência política e sempre defendeu sua inocência e denunciou a farsa judicial para tirá-lo das eleições de 2018. Por isso, ficou muito feliz quando voltou da sedação e soube do resultado do julgamento, da suspeição do Sérgio Moro. Isso deu ainda mais força para seguir no tratamento para voltar mais rápido possível às funções de parlamentar e dirigente petista.
E a rede de solidariedade que se formou em volta do Barranco e da família? Qual foi a importância?
Somos muito gratos. Pessoas que nós nem sabíamos que nos amavam tanto estenderam a mão e foram fundamentais nesse processo. Os deputados se uniram para ajudar, garantindo a internação no Incor em São Paulo e acompanhando a recuperação durante os 80 dias de hospitalização. O apoio dos companheiros do PT e de amigos de outros partidos e até mesmo de correntes ideológicas nos deu muita força nos momentos difíceis. Até me emociono ao lembrar da cobertura generosa da imprensa e das orações que viam de todos os lugares de Mato Grosso. Nossa família será grata para sempre.
A família ajudou nesse processo de recuperação?
Sem dúvida. Foi um novo ânimo quando o Valdir pode receber a visita dos nossos filhos. Me cunhado Claudemir Barranco, que é médico, não soltou nossa mão por um minuto sequer. Desde que Valdir Internou na Santa Casa, deu comida na boca do irmão, acompanhou sua transferência para São Paulo e todo o tratamento. Também monitorou meu tratamento quando fiquei hospitalizada no Hospital Santa Rosa.
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Certamente as despesas hospitalares ficaram altas e vocês não são milionários. Como estão lidando com essa situação?
Parte da internação no Incor foi pelo SUS e parte coberta pelo Plano de Saúde. Mas ficou um remanescente que precisa ser pago. Por enquanto o foco é o final do tratamento do Valdir, mas vamos cuidar deste detalhe com ajuda da família e de amigos que se dispõem a contribuir. Se for necessário, bingos e rifas são alternativas para arrecadar.
Em meio à doença do Barranco, existia uma representação do Diretório Municipal do PT ao Nacional pela sua nomeação com coordenadora da Saúde Bucal de Cuiabá. Isso atrapalhou alguma coisa?
É uma questão tão pequena que a gente nem pensou nisso. Estamos acostumados a lidar com divisões internas no PT, então, consegui administrar a situação. Só fico triste com companheiras de partido que fazem discurso pelo empoderamento feminino mas se referem a mim com a “esposa do deputado”, esquecendo que tenho formação técnica e qualificação para a função que assumi. Além disso, eu me licencie do PT antes de ser nomeada na Gestão Emanuel Pinheiro, que teve nosso apoio no segundo turno contra um candidato declaradamente bolsonarista e antipetista. A representação foi arquivada sem ser analisada por não tinha objetivo. Uma situação chata, mas superada.