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ENTREVISTA ESPECIAL Sábado, 17 de Janeiro de 2026, 08:00 - A | A

Sábado, 17 de Janeiro de 2026, 08h:00 - A | A

MT tem déficit de 200 agentes da PRF nas rodovias, aponta superintendente

Mesmo sem número essencial de agentes, com trabalhos operacionais de inteligência, PRF consegue exercer serviços sem comprometer atuação no estado, afirma Arthur Nogueira

João Aguiar

Rodinei Crescêncio/Rdnews

Arthur Nogueira - raio x

O superintendente da Polícia Rodoviária Federal em Mato Grosso, Arthur Nogueira, afirmou que os 522 agentes disponíveis em Mato Grosso não são suficientes para fazer a cobertura de todo o estado. Em visita à sede do , ele cita um estudo que apontou a necessidade de 728 policiais rodoviários federais para realizar os plantões nas delegacias e unidades operacionais, mas não crê que esse efetivo se consolidará. No entanto, conforme Nogueira, hoje a PRF atua com trabalhos operacionais de inteligência, em que se necessitam de menos policiais para realizar os trabalhos. O chefe da PRF também destacou estudos para uma nova delegacia em Mato Grosso e fez um balanço dos radares de velocidade e duplicações nas rodovias do estado.

Confira, abaixo, os principais trechos da entrevista

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Hoje a Polícia Rodoviária Federal conta com 522 agentes. Esse número é satisfatório? O estado precisa de mais policiais rodoviários federais?

Não é satisfatório, mas a PRF avançou na tecnologia e num conceito da inteligência e da qualidade. Quando eu assumi, nós tínhamos 21 operadores da inteligência. Hoje temos 33. Com isso, conseguimos melhorar muito a capacidade operacional. É como o videomonitoramento. Ao invés de colocar 20 policiais na pista, presencialmente, colocamos dois policiais numa central de videomonitoramento, onde eles fazem muito mais, porque vão enxergar muito mais longe do que aqueles 20 que estão in loco.

Rodinei Crescêncio/Rdnews

Arthur Nogueira

Há previsão de novos agentes?

Neste ano temos a previsão de chamar mais uma turma dos aprovados no concurso de 2021. Foram chamados 321 agora em dezembro. Eles vão ser distribuídos em todos os estados e Mato Grosso deve receber 13 agentes esse ano.

Qual seria o número satisfatório suficiente de policiais rodoviários federais?

O ideal seria 6 a 10 policiais de plantão por dia em cada unidade, depende do tamanho. Fizemos um estudo onde o número ideal era de 728 para atender todas as unidades. Mas eu não acredito que um dia cheguemos nesse número. Estou com 32 anos praticamente de instituição, eu não acredito que chegue a esse número ideal, porque à medida que vai fazendo concurso, vai tendo esses treinamentos, vão aposentando colegas, morrendo, saindo para outros concursos. Às vezes entram três e saem seis. Isso é muito dinâmico.

Hoje Mato Grosso tem 7 delegacias e 15 unidades operacionais da PRF. São suficientes para atender todo o território do estado?

Não. A gente tem necessidade de criar uma delegacia lá na BR-158, na região de Vila Rica, Confresa. Porque hoje quem faz os trabalhos naquela região são policiais de Barra do Garças, que ficam a 862 km de distância. O policial tem que sair de Barra do Garças, percorrer todas essas horas de viagem, que chega a 12 horas, para realizar o plantão. Isso mata o cidadão. Estamos em fase de estudos para criar uma delegacia ali.  

E como está esse projeto? 

A gente provoca o departamento com um estudo técnico baseado em levantamentos do trabalho da inteligência e das necessidades, tanto econômica quanto a evolução do crime. Depois encaminhamos para o departamento, para a divisão de operações. A divisão de operações analisa, dá o aval, passa para a divisão de administração, que é quem controla o recurso da PRF. O diretor autoriza e a gente cria a delegacia e começa a construção. 

Qual é o balanço desses dois últimos anos com a implementação dos radares nas rodovias de Mato Grosso?

O radar está ligado à letalidade do acidente. O acidente muitas vezes pode não ser evitado, ele vai acontecer. Mas quando a velocidade está controlada, as pessoas se ferem menos e morrem menos. E os números demonstram isso. Nos trechos onde temos radares, tivemos menos mortes. Um exemplo é na Serra de São Vicente. Com a implementação de radares de 50 km/h, iluminação noturna e outras ações como fiscalização do sistema de freios e tempo de direção dos motoristas, só tivemos uma morte naquele trecho. Antes foram dez. É incontestável.

Rodinei Crescêncio/Rdnews

Arthur Nogueira

Hoje são quantos radares nas rodovias?

Da PRF temos sete equipamentos móveis, cada um em uma delegacia e os agentes decidem o ponto que vão fiscalizar. São os trechos onde são registrados os sinistros mais graves. Por exemplo, entre o Trevo de Lagarto e Jangada, existem seis pontos onde eles operam. Resultado disso, nós praticamente zeramos mortes nesses trechos. E não é uma questão de quantidade, é uma questão de qualidade. Hoje, nós trabalhamos com inteligência artificial, que utiliza todos os dados de registros dos nossos sistemas e aponta qual é o ponto principal onde devemos focar a fiscalização do controle de velocidade.

Ele é um equipamento de controle de velocidade. Quando você operacionaliza o radar em um determinado quilômetro, um determinado segmento, os veículos já vêm com a velocidade controlada da via. Então, você evita que em um segmento de 50, 60 quilômetros, a velocidade seja excedida. Isso garante que o acidente grave não ocorra. Atualmente, há afirmou ter 52 equipamentos ativos no trecho sob concessão.

Um outro desafio nas estradas é o fato de Mato Grosso ser uma das “rotas das drogas” no Brasil, grande parte dela vindo da Bolívia e indo para outros estados. Como foram as apreensões de drogas nos últimos anos?

Nós fechamos 2025 com mais de 18 toneladas de drogas apreendidas. Ultrapassamos em cerca de 100kg em relação a 2024. Só que a grande surpresa foi a apreensão de skunk – a supermaconha –, que a quantidade foi muito maior. Foi mais do que o dobro da quantidade de maconha. Quase chegou à mesma quantidade de cocaína. É uma droga que nos preocupa porque a capacidade dela de danificar o organismo e gerar dependência é de sete vezes mais do que a maconha. 

E esse número de apreensão de drogas ainda é preocupante?

É muito preocupante porque quando está aumentando, significa que o mercado consumidor está exigindo que a droga chegue. Então, a cada ano que aumenta, significa que aumentou o número de consumidores. E isso é um problema social gravíssimo. Passa a não ser mais um problema da polícia. A polícia apreende, mas muitas vezes essa droga chega ao seu destino. A gente não tem como estipular qual é a quantidade que chega ao destino. Vai ser consumida. E esse consumo gera uma relação com o crime organizado, com as facções, que aumentam o seu faturamento. E isso gera vários outros crimes correlatos ao tráfico de drogas. 

Quantas pessoas foram presas por tráfico de drogas?

No ano passado, foram 256 presos por tráfico. Mas a maioria das prisões são as famosas “mulas”. Não são os chefes. São aqueles que transportam. Seriam trabalhadores informais do crime organizado. Ela tem que fazer tantas viagens por mês e levar essa quantidade. 

Rodinei Crescêncio/Rdnews

Arthur Nogueira

Para finalizar: quais são as prioridades da PRF para 2026?

A prioridade da PRF sempre é a redução do número de acidentes. A proteção da vida é a missão número um da Polícia Rodoviária Federal.

Criamos grupos especializados em fiscalização de radar, em fiscalização de veículos de carga, porque Mato Grosso, desde 2024, quase 85% dos veículos que circulam são veículos de carga. Isso só vai diminuir quando os terminais ferroviários estiverem operando. Então até lá a gente precisa de grupos especializados para esse tipo de fiscalização.

Também vamos aumentar os cuidados com os motoristas, para não deixá-los emendando uma viagem atrás da outra. Agora a gente está com instalações de novas câmeras de monitoramento por parte da inteligência. E estamos esperando a concessionária instalar a fibra ótica, que vai ampliar ainda mais a capacidade de instalação de câmeras, e essas câmeras contribuem muito tanto para a segurança viária quanto para o combate ao crime. A gente consegue mapear o trajeto dos motoristas.

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João bosco 17/01/2026

Estranho a PRF já está cheia de come e dorme.E o tipo de Polícia inútil e raro ver eles trabalhando e quando estão e muito difícil ficaram mais de 01 fiscalizando..

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MANÈ MANSO 17/01/2026

ELE ESTA QUERENDO MAIS GENTE PRA FAZER CAMPANHA PRA FAVARO E LULA COMO ELE MESMO DISSE QUANDO PASSONA TREZE DE JUNHO E VEJO AQUELE ELEFANTE BRANCO......DA UMA DOR NO CORAÇÃO

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Carlos Martins da Veiga 17/01/2026

Para que serve a PRF??? As estradas quase todas com pedágio e quem realmente dá apoio e o pessoal de pedágio.Passem num posto da PRF por volta das 00.01 da madrugada estão todos dormindo nas suítes localizadas nos posto.

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Rosa 17/01/2026

Conversa a PRF é igual as forças armadas pra nada serve simplesmente holeritizados

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4 comentários

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