Cuiabá, 18/09/2026

Pioneiro no uso de plantas medicinais, padre quer tratamento acessível da Covid

O padre Renato Roque Barth nega curanderismo e fala sobre método compartilhado há anos no mundo

Dayanne Dallicali/Arte/Rdnews

O Padre Renato Roque Barth é um jesuíta e trouxe o Método Bioenergético ao Brasil depois de aprendê-lo na Nicarágua, em 1993. O movimento cresceu, e hoje é bastante popular pelo mundo. Em 1997, em assembleia realizada na Capital, com profissionais adeptos ao método, fundou-se a Associação Brasileira de Saúde Popular (ABRASP). Em entrevista ao #rdnews ele contou um pouco da sua história, exposição negativa na mídia nacional e desafios que teve que enfrentar ocasionada pelos incrédulos das práticas naturalistas.

Confira os melhores trechos da entrevista:

Quando começou a se interessar pela medicina natural?

Desde que me entendo por gente fui assim. Minha mãe me ensinou muito sobre plantas, chás, ervas. Viajei muitos países, mas foi em 1993 que trouxe o método bioenergético ao Brasil. Estudei esse tipo de medicina em Nicarágua com o doutor Aton e, desde então, nunca mais parei. Escrevi quatro livros e trabalhei em alguns Estados ajudando as pessoas se tratarem de doenças diversas.

Quais tipos de enfermidades foram tratadas e quais os métodos usados?

Infecções ou doenças como HIV e câncer podem ser tratadas com ervas, argilas e também urina. De uma forma geral é muito simples, quando as pessoas levam uma rotina saudável, seja ela pela alimentação, um corpo ativo e outros cuidados naturais, raramente elas ficam doentes. Quando elas iniciam um tratamento e retomam essa vida saudável que antes haviam perdido, o corpo corresponde mais rápido e se recupera do sofrimento em que está vivendo. Para cada caso há um estudo, uma pesquisa aprofundada e que nos revela o suprimento que necessitamos para combater naturalmente a enfermidade.

Acredita que as práticas são tratadas como “curanderismo” por alguns por relacionarem à sua fé ou milagres?

Não precisa de nenhum milagre se seguir as recomendações da medicina natural. No Brasil, mais de um milhão de pessoas já foram tratadas com métodos assim. Ela se estendeu, ocupa toda a América Latina, países da África também. Há 26 anos, enquanto trabalhava muito no campo com as missas, perdi a conta das pessoas que me recorriam a essas curas.

Arquivo Pessoal

O Padre Renato Barth é um jesuíta e trouxe o Método Bioenergético ao Brasil depois de aprendê-lo na Nicarágua

Neste momento o mundo sofre com a Covid-19, tem se aprofundado em algum tipo de tratamento?

Sobre o coronavírus ainda não tive tempo o bastante para decifrar as complexidades deste vírus. No entanto, assim como outras gripes foram criadas em laboratório, todas elas foram tratadas e tiveram um antidoto vendido muito caro – pela indústria e governo. Não importa em que lugar do mundo surja, isso sempre ocorre. Tratamentos naturais e acessíveis irritam quem tem interesse de ganhar com a indústria farmacêutica, por isso ainda é muito importante que nós nos aprofundamos em pesquisas para oferecer o tratamento da Covid-19, para que seja acessível aos mais pobres.

Em relação ao processo da CRM-MT inflamado por uma denúncia midiática da Rede Globo, como ficou?

O processo se tratava de uma ação imposta pelo Conselho Regional de Medicina (CRM), sob acusação de prática de curandeirismo e exercício ilegal da medicina, sobre o método de biosaúde, com ele teve uma reportagem veiculada no Fantástico anos atrás. Os trâmites duraram quatro anos na Justiça e teve apenas uma audiência, a que o juiz disse que não havia acusações de pacientes ou provas para que o processo continuasse ou que alguém fosse condenado. Ele disse em bom tom “não vejo crime algum aqui”. Até hoje, apesar de ter perdido o processo, a Rede Globo não me pagou nenhuma indenização e sequer tirou do youtube a matéria caluniosa que levantou suspeitas sobre meu trabalho, que é integro, nunca enganou e nem fez mal a ninguém, muito pelo contrário.