Regido pelo número 1, ano de 2026 traz inovação, mas também violência e conflito
Numerólogo Marco Aurélio Ramos alerta para risco de interferência estrangeira e cita que polarização política pode ter seu ápice
Rodinei Crescêncio/Rdnews
O ano de 2026, considerado Ano 1 na numerologia, chega marcado por contrastes intensos. Segundo o numerólogo Marco Aurélio Ramos, o período carrega a energia masculina em seu “último suspiro”, capaz de impulsionar iniciativas, decisões, inovações, tecnologias e recomeços. Por outro lado, essa mesma força pode exacerbar conflitos, acidentes, a violência - inclusive contra as mulheres, que já estiveram no centro das estatísticas em 2025 - e a expansão do crime organizado, como as facções. Essa dualidade, explica o especialista, ocorre porque o milênio iniciado nos anos 2000 está sob a regência do número 2, de natureza feminina e colaborativa, enquanto 2026, especificamente, é regido pelo número 1, associado ao individualismo e à ação. O choque entre essas forças opostas tende a se manifestar de forma ampla, com reflexos no coletivo e no individual, na política, no mundo do trabalho e no setor público. No Brasil, Marco Aurélio alerta para a manutenção da polarização política e para o risco de interferências externas. Já em Mato Grosso, regido pelo número 6, o cenário aponta para a continuidade do protagonismo na agricultura e na produção de alimentos. Quando bem trabalhada, essa energia pode fortalecer cooperativas e iniciativas coletivas, abrindo espaço para avanços sustentáveis no estado. O alerta fica por conta da burocracia, que pode tornar os processos mais lentos ao longo de 2026.
Confira, abaixo, os principais trechos da entrevista
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Marco Aurélio, você iniciou nosso bate-papo falando sobre os impactos da mudança de milênio, da transição dos anos 1900 para os anos 2000. Qual a importância dessa virada dentro da numerologia?
Nós tivemos uma mudança de milênio junto com a mudança de século, e isso não é algo simples. Eu já falava isso em palestras há muitos anos. Na época, eu explicava que precisamos entender que existem outros calendários, mas o mundo adota o calendário gregoriano, principalmente para a parte comercial e no Ocidente. E é justamente o Ocidente que mais está sofrendo. Se você observa da Ásia Central para o Oriente, os países estão se desenvolvendo, avançando e superando desafios. Já os problemas que surgem para eles, em grande parte, vêm do Ocidente, que está em declínio e tenta se manter no poder de qualquer forma, influenciando e dominando por medo de perder espaço. Quando falamos do ano 1000 até 1999, estamos falando de um ciclo regido pelo número 1. O primeiro número funciona como a nota de abertura de uma música. Ele influencia todo o restante. O número 1 tem origem masculina. O desenho do número 1, esse traço vertical, tem como uma de suas origens mais antigas o desenho do falo. Outra origem vem do Egito, quando se fazia esse gesto com o dedo. Esses mil anos foram fortemente influenciados por essa energia masculina. Ela teve seu propósito: trouxe avanços tecnológicos, científicos e também guerras. Toda a tecnologia que usamos hoje, como o celular, surgiu primeiro para fins de guerra e conflito. Foram mil anos de guerras, colonizações, conflitos, mas também de grandes avanços. É uma energia propulsora, porém extremamente forte e dominadora.
Rodinei Crescêncio/Rdnews
O que muda com a entrada do ano 2000?
A partir do ano 2000, entramos em um novo ciclo de mil anos regido pelo número 2, uma energia yin, feminina. Não se trata da mulher, mas da energia da colaboração. O número 1 é o “eu”, o ego. Por isso tudo girava em torno do individualismo, do capitalismo, do “eu faço, eu conquisto”. Já o número 2 é o “nós”. Essa transição do yang para o yin não acontece de forma suave. O último suspiro do yang vem com violência. Eu explicava isso lá em 1998 e 1999: que esse último suspiro causaria um nível de violência absurdo. Isso não se dissipa da noite para o dia. Talvez só lá por 2100 possamos perceber essa nova dinâmica com mais clareza.
Qual o impacto dessa mudança na organização da sociedade?
Vivemos uma era da individualidade, do ego, da sobreposição de um povo sobre o outro. Coincidentemente, exatamente nessa virada de milênio, entramos em colapso ambiental. Gostando ou não, a sobrevivência vai exigir colaboração. O capitalismo surgiu nessa energia do número 1, extremamente individualista. Eu costumo dizer que quem vai acabar com o capitalismo não serão os revolucionários, mas a própria natureza, que vai forçar essa mudança. Talvez isso não seja algo que a nossa geração vá presenciar completamente. Estamos na zona da confusão, entre a saída de uma energia e a entrada de outra.
“E, se você observar os últimos 25 anos, dá para ver como aumentou drasticamente a violência contra a mulher. Tudo o que representa o feminino está sendo tensionado por essa dualidade — o término do milênio 1 e a entrada no 2”
Como a transição do milênio regido pelo número 1 para o número 2 ajuda a explicar o aumento da violência como um todo, mas também é possível associar essa situação à escalada da violência contra as mulheres ocorrida nas últimas décadas?
Você vê aqui uma das características negativas do número um, que regeu o milênio passado. Mas a gente tem que tomar cuidado de não classificar o número como algo ruim. O número um trouxe inovações. No século passado, o homem foi para a Lua, foi para Marte. Tudo isso é do 1. Mas existe o lado negativo, sim: ele exacerba tudo. Um exemplo claro é, justamente, o que aconteceu com o feminino. Esses mil anos foram, talvez, o pior período da história para as mulheres, especialmente no Ocidente. Isso deixou marcas profundas. Quando vira o milênio, do um para o dois, ele vira e, a cada ciclo de nove, ele vai trazer essas questões de forma catártica. A energia do 2 diz: “Vocês precisam olhar para isso, resolver essa questão”. Mas, como é uma energia muito intensa, ela vem de forma violenta. E, se você observar os últimos 25 anos, dá para ver como aumentou drasticamente a violência contra a mulher. Tudo o que representa o feminino está sendo tensionado por essa dualidade — o término do milênio 1 e a entrada no 2. Nos últimos 25 anos, a violência contra a mulher aumentou drasticamente, assim como tudo o que representa o feminino. Isso já é um movimento. Tanto das mulheres que querem sobressair, quanto da violência contra elas. Algumas mulheres estão tentando se sobressair com a força do masculino, e isso está errado, porque não é esse o formato. O formato para os próximos mil anos, regido pelo 2, é colaborativo. É pensar na sociedade, no coletivo. É preciso entender que você não resolve os problemas de maneira singular. É sistêmico. É necessário olhar para o todo.
Como essa energia aparece nas novas gerações?
A geração Z, por exemplo, não se adapta a organizações verticais, hierárquicas e competitivas. Ela busca trabalhar de forma colaborativa, com sentido. Isso é o número 2 em ação. Existe o problema da hiperproteção, que é o erro de quem criou. Mas se você tirar isso, o que está na essência? Eles não conseguem se adequar mais num ambiente que estimula competitividade, uma organização vertical, de hierarquia, não querem trabalhar em algo que não faça sentido para eles. Tem que fazer sentido. Essa geração está dizendo que os modelos antigos não servem mais. Então isto já está sinalizando a nova tendência, que ainda não está formatada, de organização social para os próximos séculos. Mas como o número 1 ainda está dando o último suspiro, está na UTI, ele vai lutar para viver. E este movimento de resistir a esta transição, ele manifesta da forma negativa.
“A geração Z, por exemplo, não se adapta a organizações verticais, hierárquicas e competitivas. Ela busca trabalhar de forma colaborativa, com sentido. Isso é o número 2 em ação”
Então diante da explicação, estamos em um milêncio regido pelo 2 e que em 2025 encerramos mais um ciclo de nove anos. Dentro da ótica da numerologia o que isso significa?
Em 2000 iniciou essa nova era, que vai até 3000, regida pelo número dois, que é a nota de abertura. Então o tom dos próximos mil anos vai ter que ser a busca da colaboração, da solidariedade. É uma energia de trabalho grupal, tribal, lado a lado. Não o “eu”. É o “nós”. Tá? Mas ela entra… ela não entra assim: entrou, virou, tá tudo ótimo. Não. Aí, assim, então ela começa. E aí nós temos um outro ciclo — são vários — de nove em nove anos: um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove. Esse ciclo afeta você, eu, ele, uma empresa, um órgão, uma instituição, um país. Todos estão submetidos a ciclos de nove anos. Então, nove é o fechamento. Uma das funções do nove é trazer à tona tudo o que não foi resolvido na sua vida em nove anos. Vamos falar no nível individual. Perdão. Burocracia, problemas financeiros, questão de saúde, tudo. Por isso que, no ano nove, quando a pessoa está — a pessoa, agora falando — ela está no ano nove, é muito comum ouvir: “Ah, descobri um diagnóstico”. Então… mas já tinha alguma coisa lá atrás. Você não fez a manutenção, não observou, não foi atrás, e ele vem à tona. Mas o nove também pode ser uma doença associada a um fator emocional que você não tratou. Por isso que é o ano da doença psicossomática. Então é muito comum você encontrar a pessoa falando: “Mas, Marcos, eu faço check-up todo ano, nunca apareceu nada”. Pensando nos problemas emocionais, a doença tem muito a relacionar. E o nove é isso. O nove rege doenças relacionadas ao emocional. Então ele traz tudo isso. Ele joga na mesa e fala assim: “Está aqui. Vamos resolver?”. Como é a natureza do ser humano? Não é resolver. É tentar empurrar. Aí até consegue. Então joga o pé debaixo do tapete, mas dali a nove anos isso volta.E quando o ano nove volta, ele não vai trazer só nove anos — traz à tona coisas de 18 anos. Se você empurrar de novo, 27 anos. Por isso que tem gente que fala: “Meu Deus, eu não aguento mais passar pelo ano nove”. Cada nove é super caótico. Isso no nível do individual. E da sociedade? A mesma coisa.
Rodinei Crescêncio/Rdnews
Agora, ao final do ciclo de 9 anos em 2025 estamos começando outro. O que esperar de 2026, considerado Ano 1?
Em 2026 nós entramos novamente na vibração do número 1, e ele vem com muita força. É uma força masculina, mas não necessariamente voltada para criar algo novo. Ela surge como um último suspiro de um modelo antigo e tende a se manifestar de forma mais dura e violenta. Por isso, podemos esperar um aumento de conflitos, explosões de violência e tensões geopolíticas. Guerras e disputas que hoje parecem latentes podem, de repente, se intensificar. É um ano perigoso nesse sentido. No nível individual, as pessoas tendem a ficar mais agressivas, impulsivas e propensas a decisões apressadas. É importante entender que o ano universal afeta toda a humanidade, mas não da mesma forma para todos. Cada pessoa tem o seu próprio mapa. Quem já possui uma natureza impulsiva precisa redobrar o cuidado, porque essa impulsividade será ainda mais potencializada. Já pessoas muito passivas, pacatas ou dependentes vão sentir uma pressão grande, como se o número 1 estivesse dizendo: “levanta, se vira, não adianta esperar proteção externa”.
“O Ano 1 intensifica disputas de liderança, autoritarismo e choques de poder. Também é um ano que eleva o risco de violência e acidentes, já que o número 1 rege veículos, armas, explosões e ações rápidas...Guerras tendem a ser mais explosivas. Guerras, relâmpagos...Então, como nesse caso da Venezuela (ameaça dos EUA) é um perigo”
Por outro lado, quem estiver mais equilibrado pode viver um ano extremamente dinâmico. Haverá pessoas que vão se desenvolver muito e até afirmar que 2026 foi um dos melhores anos de suas vidas. Isso porque o número 1 favorece a iniciativa, a dinamização de projetos e o avanço de ideias e pautas já definidas. Para a humanidade, é um ano bastante favorável às inovações. O número 1 rege a tecnologia, então podemos esperar avanços tecnológicos impressionantes, lançamentos de coisas novas e soluções criativas. Mas não apenas na tecnologia em si: ele também rege soluções inovadoras em gestão urbana, administração de empresas, novos formatos, conceitos e modelos. É o número das ideias inéditas, dos “carros conceito”, das experimentações que apontam novos caminhos. Ao mesmo tempo, é um ano que exacerba os egos. Haverá muita disputa de poder, tanto no microcosmo — dentro das famílias e ambientes corporativos — quanto em níveis mais amplos. A inteligência emocional será essencial. Chefes autoritários e egocentrados, por exemplo, tendem a intensificar ainda mais esses comportamentos. Existe ainda um ponto central: o choque entre as energias do novo milênio e a vibração de 2026. O milênio é regido pelo número 2, que estabelece o tom dos próximos mil anos, pedindo uma nova organização social baseada em colaboração, solidariedade, trabalho em equipe e relações menos hierárquicas. Porém, em 2026, teremos o número 2 atuando junto com um pico forte do número 1. Esse choque de energia yin e yang será muito intenso. Na prática, pode se expressar como um aumento da violência contra tudo o que representa o feminino. Desde a violência direta contra mulheres até tentativas de cercear o feminino em um sentido mais amplo, por meio de decisões autoritárias, legislações restritivas e movimentos que buscam sobrepor força e controle a cooperação e sensibilidade.
E se você fosse escolher uma palavra-chave para o ano que está começando?
É difícil resumir 2026 em uma única palavra, mas eu diria que ela é inovação. É um ano de nascimento do novo, de trazer conceitos, ideias e formatos inéditos para a humanidade. A grande pergunta é: que tipo de novo nós queremos construir para os próximos anos e séculos? O Ano 1 exige iniciativa própria. Ele não movimenta a humanidade sozinho, ele cobra ação da sociedade, das cidades, das instituições e das pessoas. Se ficarmos presos a ideias do passado, a oportunidade se perde e só volta nove anos depois. Por isso, é um ano decisivo para colocar projetos em prática, executar, fazer acontecer e aproveitar o impulso para avançar.
Quais são os principais riscos do Ano 1?
O principal risco é o imediatismo, que leva a decisões apressadas, falta de planejamento e execução impulsiva. Aquilo que foi “maquiado” em ciclos anteriores tende a explodir no Ano 1, especialmente no campo econômico, o que aumenta o risco de uma nova crise financeira global, inclusive ligada ao mercado de tecnologias e inteligências artificiais. Outro ponto sensível é a exacerbação do ego, que gera conflitos em todos os níveis: familiares, corporativos, religiosos e políticos. O Ano 1 intensifica disputas de liderança, autoritarismo e choques de poder. Também é um ano que eleva o risco de violência e acidentes, já que o número 1 rege veículos, armas, explosões e ações rápidas. Isso inclui aumento de acidentes de trânsito, mortes violentas, atentados e conflitos armados. Guerras tendem a ser mais explosivas Guerras, relâmpagos, destruição muito rápida. Então, como nesse caso da Venezuela (ameaça dos EUA) é um perigo. Em resumo, 2026 é um ano de grandes oportunidades para inovar e avançar, mas extremamente perigoso para quem age sem planejamento, equilíbrio emocional e consciência coletiva.
“A polarização é um fenômeno que vai se manter. Eu falo isso desde o começo. Desde 2015 eu já falo sobre isso. Isso não vai mudar”
E o Brasil nesse contexto, como entra em 2026. Essa polarização de forças tende a continuar?
O Brasil está em um ano numerológico 7, que rege inimigos ocultos e traz risco de interferência estrangeira. A eleição será crucial, definindo os próximos 20 a 30 anos. A polarização é um fenômeno que vai se manter. Eu falo isso desde o começo. Desde 2015 eu já falo sobre isso. Isso não vai mudar. Tanto que saiu uma pesquisa (em dezembro), perguntando quem elegeu uma parte e outra se arrependeu, 90% disse que não. Então significa que em 2026 vai ser o fenômeno dessas duas visões de mundo. Duas visões de mundo. Vai por muito tempo. Você pega uma eleição onde tem dois grupos com visão de mundo muito opostas dentro de um ano. Se não tomar cuidado, será um ano que teremos violência nas eleições pior do que o anterior. O problema é que o Brasil entrou no dia 7 de setembro, no ano numerológico 7 que vai até 7 de setembro do ano que vem. É um ano 7 derivado de um 25. É o mesmo 7 de 2016. Quando teve a questão da presidente Dilma (Rousseff) - que sofreu o impeachment. E o 7 rege o quê? Inimigos ocultos. Então nós temos um ambiente de nos bastidores nós não vamos saber o que está acontecendo. Mas já dá pra ter uma ideia do que virá? Sim, interferência estrangeira. Então é um ano muito perigoso para o Brasil. Se conseguir segurar essa onda até setembro, aí setembro, ainda no ano universal, o Brasil entra no ano 8. Aí ele avança.
Olhando para Mato Grosso, que é um estado com características muito próprias, o que a numerologia indica para os próximos anos?
Mato Grosso é um estado muito antigo, não tem uma data de fundação clara, existe uma data escolhida há pouco tempo, mas que numerologicamente não se considera. Quando analisamos o nome completo do estado, extraímos o número 6. O 6 rege agricultura, produção de alimentos, algo muito forte no estado. Ele também rege cooperativas. Mas no lado negativo, o 6 rege gangues, máfias e grupos que dominam por muito tempo, como se fosse uma grande família que não se renova. A dificuldade de sair desse núcleo é muito grande, e a tendência é isso se intensificar.
Rodinei Crescêncio/Rdnews
E quando esse cenário é observado em nível municipal, especificamente em Cuiabá, o que esperar de 2026?
Infelizmente, para Cuiabá, não há boas notícias. No dia 8 de abril, a cidade entra em um ano 4. O 4 é um ano que trava tudo: burocracia, obras, problemas com a Justiça, embargos, bloqueios, penhoras. Pode haver afastamento de prefeitos, secretários e políticos. É um ano muito problemático, que traz à tona tudo o que está errado. O 4 rege prisões e questões judiciais, então, se houver algo irregular, isso tende a aparecer.
Isso significa que obras estruturantes, como o BRT, tendem a continuar travadas?
Sim. O ano 4 não é um ano de avanço. Ele indica travamentos, revisões, problemas burocráticos e judiciais. Obras tendem a não andar. Eu já havia apontado isso em entrevistas anteriores. O que existe é a necessidade de enfrentar pendências e irregularidades que vêm se arrastando. O 4 não deixa passar nada que esteja fora do lugar.
Para finalizar, qual o principal conselho para enfrentar 2026?
Primeiro, conter as impulsividades. No nível individual, as pessoas poderão ter problemas muito sérios com ações impulsivas, reações impulsivas. Então, conter. Não vai ser fácil, porque esse número exacerba. Deixa todo mundo com o pavio curto. Aquela buzinadinha no trânsito que você dá pode gerar uma situação drástica. O número um deixa as pessoas muito mais reativas. Então, se você tem aquele chefe que já é reativo, prepare-se. Vai ter que conter esses processos para evitar situações muito explosivas, violentas, agressivas, que podem dar muito mal. Mas a solução seria o diálogo? Não é uma energia muito de diálogo, esse que é o problema. Eu aconselho o seguinte: percebeu, já sai de lado. Evita. Inclusive, a energia do 1, se a pessoa estiver exacerbada demais e você tentar um diálogo, ela pode ir para cima de você ainda mais. Então, não é um ano simples. E nós estamos vivendo a era dos egos. A sociedade, como está organizada, exacerbou o ego. É tudo “eu”. Não existe “nós”. Não tem mais “nós”. “Eu venci”, “eu não sei o quê”. A pessoa ficou internada no hospital, saiu e diz: “eu venci”, “Deus me ajudou”. Mas e os enfermeiros, os médicos, a medicina? Não existe olhar para o outro, para o todo. Então, imagina uma sociedade que já está organizada em cima do ego caindo dentro do número 1. Desculpa, mas não tem como falar que vai dar certo. Cada um, no seu nível individual, precisa trabalhar essas questões para evitar e evitar.
Rodinei Crescêncio/Rdnews