Borges pede exoneração, mas diz que não tem relação com nota contra governador
Presidente do PSDB Paulo Borges garante que pedido não tem relação com intrigas partidárias
Ednilson Aguiar
Paulo Borges deixa comando do MIT e deve andar pelo estado com o aliado Nilson Leitão
O governador Pedro Taques (PSDB) sofre a terceira baixa no governo em dois dias. Agora, o advogado e ex-vereador por Cuiabá Paulo Borges deixa a presidência da Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI). A oficialização irá ocorrer na terça (26), quando se reunirá com o governador e o secretário-chefe da Casa Civil, Max Russi (PSB).
Ontem a noite Paulo, que é presidente do PSDB, emitiu nota chamando o governador de mentiroso. Contudo, garante ao #rdnews que o desligamento do Estado não tem relação com as rusgas dentro do ninho tucano. A nota divulgada por Paulo dizia que o partido nunca cobrou cargos na administração como Taques declarou em um programa de TV.
A sua saída, segundo o dirigente, é em razão de ter assumido a presidência da sigla. Sustenta que fez compromissos com pré-candidatos nas proporcionais com intuito de percorrer o Estado para fortalecer as chapas de deputados estadual e federal. “Na semana passada reforcei que estava deixando a equipe”, disse ao #rdnews.
Paulo assumiu a MTI em fevereiro. Antes, ocupou a secretaria municipal de Habitação e Regularização Fundiária na gestão do ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (PSB).
Ontem (22), o então secretário de Cultura Leandro Carvalho comunicou o seu desligamento do governo. Em seu lugar ficará o secretário de Comunicação Kleber Lima, que será substituído por Marcy Monteiro no Gabinete de Comunicação. No mesmo dia, o então presidente do Dentran, Arnon Osny, deixou o órgão. Ainda não há substituto. Na quinta (21), Gustavo Oliveira havia pedido exoneração da secretaria de Fazenda (Sefaz).
Racha
Divergências políticas no PSDB iniciaram após o deputado federal Nilson Leitão expor a intenção de lançar sua candidatura ao Senado, em 2018. O governador, por sua vez, entende que é inviável a sigla ocupar duas das quatro vagas na majoritária (governador, vice e 2 senadores), pois prejudicaria a contemplar aliados visando sua reeleição.
Na eleição da nova diretoria do PSDB, Leitão conseguiu emplacar a maioria dos seus aliados, incluindo Paulo Borges como presidente. O atrito fez com que Taque ficasse isolado dentro da sigla e articulasse uma possível mudança de partido. Por outro lado, lideranças nacionais cogitam intervir em Mato Grosso para evitar que o governador saia da sigla.