Cuiabá, 31/10/2026

Brito diz que Estado não ajuda e Dutrinha fica em más condições

Brito diz que Estado não ajuda por isso Dutrinha precário

   O secretário de Esportes de Cuiabá, Carlos Brito (PSB), reclamou da falta de parceria do governo do Estado em obras que visam recuperar unidades esportivas na Capital e devolvê-las ao uso para a sociedade. Ele protestou ainda contra a falta de apoio  até mesmo em projetos que buscam fomentar o esporte como instrumento de inclusão social, combate à violência, tráfico de drogas e outros problemas que assolam a juventude cuiabana. Os apontamentos foram feitos em visita ao grupo RDNews e entrevista ao RDTV de hoje (18).

   Brito destacou que havia uma promessa da Secopa, sob Mauricio Guimarães, de investir na revitalização do estádio Dutrinha, localizado no Porto. A pasta, contudo, deu para trás. “Havia uma expectativa que agora nos primeiros meses de 2014, quando começa a ser liberada a Arena, que poderíamos ter uma intervenção no Dutrinha, mas para a nossa surpresa a Secopa disse que não há recursos para a reforma do Dutrinha e dos ginásios e mini-estádios, diferentemente do que foi dito ao longo do tempo”, lamenta.

   O Dutrinha absorveu toda a demanda que era do antigo José Frageli, o Verdão, após a demolição e construção da Arena Pantanal, mas não está sendo valorizado pelo Estado. “Fizemos o campeonato brasileiro, campeonato mato-grossense e outros eventos que fomos obrigados a atender”, observa. O secretário frisa que o primeiro prazo para entrega da Arena era dezembro de 2012 e com o atraso de um ano nas obras a agenda do Dutrinha ficou mais intensa desgastando ainda mais a estrutura e impossibilitando a paralisação para qualquer reforma estrutural.

   Além disso, ele observa que não há qualquer convênio entre as duas esferas de Poder para repasse de recursos a fim de desenvolver ações na área seja de campeonatos conjuntos ou projetos sociais como escolinhas de futebol. “Os nossos esportistas só têm futuro se forem para fora. Com isso, perdemos grandes talentos e representatividade nos eventos nacionais e internacionais”, destaca. Ele observa que a integração das ações das duas esferas de poder é pequena. “A relação pode e precisa ser aprimorada, mas para isso a mentalidade de gestão precisa melhorar não só do Executivo, mas também do Legislativo”, completa.