Concluiu mandato de forma patética, afirma Pagot sobre a gestão de Silval
O ex-diretor-geral do Dnit e ex-secretário de Estado Luiz Antonio Pagot (PTB), que atuou no Governo Blairo Maggi (PR) e coordenou a campanha do governador Pedro Taques (PDT), afirma que Silval Barbosa (PMDB) concluiu o mandato de forma patética. Para o petebista, a não conclusão das obras da Copa e viagem para o exterior deixando apenas R$ 84 mil na Conta Única do Estado desgastam a imagem do político de forma quase irreversível.
“Não quero julgá-lo, mas lamento muito pelo Silval Barbosa. Eu esperava muito mais dele. Recebeu o Estado em boas condições e tinha tudo para fazer uma excelente gestão. O final do mandato foi sofrível”, dispara Pagot.
Sobre Taques, que assumiu o comando do Executivo estadual em 1º de janeiro, Pagot afirma que o pedetista recebeu o Estado em situação complicada. Por isso, avalia que o novo governador precisa ser cauteloso para recolocar Mato Grosso nos eixos.
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Luiz Antônio Pagot, homem forte da gestão Blairo, diz que Silval Barbosa concluiu mandato de forma patética
De acordo com Pagot, Taques está agindo de forma correta ao suspender os contratos por 90 dias e determinar auditorias nas contas do antecessor. Em sua opinião, o pedetista também agiu corretamente ao nomear secretários com perfil técnico e sem o que chama de “vícios da velha política”.
“Taques está demonstrando uma grande vontade de acertar. Nomeou uma equipe muito boa. A economia de Mato Grosso é dinâmica e tem condições de ajudar o governador a responder aos desafios à altura”, conclui.
Trajetória
Pagot iniciou na vida pública nos anos de 1990, como assessor do então deputado federal Jonas Pinheiro (DEM), já falecido. Em 2002 e 2006, coordenou as campanhas vitoriosas de Blairo ao Governo e ocupou os principais cargos como secretário de Infraestrutura, da Casa Civil e de Educação.
Acompanhado do ex-governador, passou pelo PPS e PR. Em 2013, aderiu ao PTB pensando em disputar as eleições do ano passado, mas o projeto acabou não se concretizando.
Depois, foi diretor-presidente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no segundo governo do ex-presidente Lula (PT). Já no primeiro mandato de Dilma Rousseff (PT) “estourou” o escândalo no Ministério dos Transportes e em outros órgãos vinculados à pasta, o obrigando a deixar o cargo.
Além das campanhas de Blairo, Pagot também coordenou a campanha de Silval em 2010. Após o escândalo no Dnit, estava no ostracismo político até que foi convidado para atuar na campanha de Taques.
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