Cuiabá, 21/10/2026

Emanuel defende secretário afastado e diz que operação quer macular sua gestão

Rodinei Crescêncio

Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB)m diz que lamenta sensacionalismo em torno de operação e que secretário afastado tem 38 anos de vída pública

Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), afirmou que o secretário afastado da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), Antenor Figueiredo, é de sua total confiança e que investigação tem o intuito de macular sua gestão. Antenor foi afastado na última quarta (5), em operação Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), denominada “Sinal Vermelho”.

“Lamento o sensacionalismo que fazem com o intuito de atingir uma gestão eleita recentemente e a história de um secretário que tem 38 anos de vida pública municipal. Ele é inspetor de tributos da prefeitura e não sofreu um único PAD [Processo Administrativo Disciplinar]”, afirmou.

Secretário é suspeito pelo desvio em contrato da Semob para a implantação de semáforos inteligentes em Cuiabá. Prefeitura fez a contratação por adesão a uma ata do município de Aracajú, em Sergipe, na qual estava prevista a utilização do “Software de Gerenciamento Semafórico Sinnaker/EMTRAC”.

Sistema, contudo, previa estrutura existente em Sergipe, com o Bus Rapid Transit (BRT), entre outras características que Cuiabá não possui. Deccor aponta que houve prejuízo de, pelo menos R$ 553,8 mil. Juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Ana Cristina Silva Mendes, determinou, além de seu afastamento, o bloqueio do montante das contas do ex-secretário.

“Devo registrar que a prefeitura sempre vai ter uma postura colaborativa em toda e qualquer ação, todo e qualquer processo. Mas também reforço a minha confiança no secretário Antenor. Os outros secretários nenhum foi denunciado até hoje, nenhum sofreu consequências maiores”, complementou Emanuel.

“O que estava em discussão não era o BRT ou o VLT, mas sim a verdadeira revolução no parque semafórico da cidade. A criação do primeiro passo de uma cidade inteligente, de uma cidade moderna. É o preço da ousadia. Mas, de qualquer forma, decisão judicial não se discute, se cumpre e se defende. Então ele vai se defender e vai entrar com pedido de reconsideração”, finalizou.