Cuiabá, 31/10/2026

FMF nega existência de aluguel e diz que verba é para manter o gramado

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Presidente da Federação Mato-Grossense de Futebol João Carlos, que  explica destino dos R$ 40 mil

Os R$ 40 mil descritos como aluguel da Arena Pantanal, no balancete do clássico entre Vasco e Flamengo, no domingo (28), seriam destinados à manutenção do gramado do estádio. A afirmação foi feita pela Federação Mato-Grossense de Futebol (FMF), em reunião com o secretário estadual das Cidades (Secid), Eduardo Chiletto, no início da tarde desta terça (30).

O imbróglio começou após a publicação do boletim de receitas e despesas do jogo. Ocorre que, conforme termo de autorização judicial publicado no Diário Oficial, a cessão do espaço é gratuita, mas no balancete aparece aluguel de R$ 40 mil. Segundo a Secid, durante a reunião, a Federação afirmou que o termo utilizado no balancete como “Aluguel da Arena” foi uma nomenclatura usada para referenciar “manutenção".

Este contrato de concessão acontece da seguinte forma: a FMF fica responsável pela manutenção do gramado da Arena e, em troca, recebe o direito de realizar um jogo por mês no estádio, desde que com prévia autorização da Secid. Conforme a pasta, a Federação teria informado que os R$ 40 mil seriam importantes para a aquisição de insumos necessários no trabalho de manutenção do gramado.

De acordo com o presidente da FMF, João Carlos de Oliveira, o valor deve ser realmente destinado ao gramado. “Temos um gasto mensal entre R$ 30 mil e R$ 40 mil com o gramado. Este montante vem sendo pago com a ajuda de parceiros da federação”, explica ao Rdnews. O presidente também foi questionado quanto à clareza dos termos utilizados no boletim. “Porque justamente a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) não permite isso. O jogo é da federação carioca, ela não admite isso”.

Boletim financeiro

A venda de ingressos para o clássico entre Vasco e Flamengo gerou uma receita bruta de R$ 1,1 milhão. O valor foi obtido através da venda de ingressos, cujo preço variou de R$ 50 a R$ 200. Ao todo, foram disponibilizados 16.602 mil ingressos, dos quais 2.592 mil destinados para não pagantes, conforme determinação da lei. 

Os valores estão disponíveis no site da CBF. O documento foi elaborado com base na prestação de contas apresentada pelo clube mandante, Vasco. No total, são 34 itens que geraram uma despesa de R$ 393,1 mil. Subtraindo as despesas da receita total, restaram R$ 761,7 mil, distribuídos unicamente para o Clube de Regatas Vasco da Gama, conforme indica o boletim. 

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