Cuiabá, 03/11/2026

Mauro assina decreto sobre gravação de treinamentos e promete apuração dura

Politec, Bombeiros, PM, PJC e Polícia Penal devem registrar todo o processo de formação do novo efetivo

Christiano Antonucci/Secom - MT

O governador Mauro Mendes assinou o Decreto Lucas Veloso Peres, que obriga a gravação de todo o processo de treinamento das forças de Segurança do Estado de Mato Grosso.

O decreto foi assinado nesta sexta-feira (15), durante encontro com a família do jovem Lucas Veloso Peres que morreu aos 27 anos em treinamento do Corpo de Bombeiros, no dia 27 de fevereiro. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu.

O pai, a mãe, o irmão e a namorada de Lucas se reuniram com o governador no Palácio Paiaguás. 

Christiano Antonucci/Secom

A partir da publicação do texto do decreto, sugerido pelo deputado estadual Julio Campos, os treinamentos aquáticos de alto risco da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), do Corpo de Bombeiros Militar, das Polícias Militar, Judiciária Civil e Penal de Mato Grosso deverão ser gravados. 

Mauro lamentou o falecimento do rapaz e garantiu que o Estado não medirá esforços para investigar o caso com rigidez. 

“Eu só posso expressar meu profundo sentimento e humildemente pedir desculpas em nome do Governo de Mato Grosso. Sou pai de três filhos e consigo imaginar a dor de vocês, que não é igual a sentir a perda. Gostaria que esse encontro nunca tivesse acontecido dessa forma. Peço que Deus ajude a suportar essa dor. Garanto a vocês que vou exigir uma correta apuração do caso”, expressou.

O pai de Lucas, Cleuvimar Veloso, relatou que o sonho do filho era ser bombeiro e que sua a missão agora é evitar que casos como esse aconteçam novamente.  “Ele era formado em engenharia mecânica e tinha um sonho em ser bombeiro. Eu jamais impediria isso. Infelizmente, um menino que poderia salvar vidas perdeu a sua. Nossa batalha agora é para que outras famílias não passem por isso”, afirmou. 

Lucas não é o primeiro aluno a morrer durante um treinamento dos Bombeiros. Em 2016, o aluno Rodrigo Claro morreu durante atividades aquáticas, também na Lagoa Trevisan. A responsável pelo treinamento, a tenente Izadora Ledur, foi acusada de maus-tratos contra Rodrigo, mas teve a condenação prescrita.

Cleuvimar também agradeceu a prontidão e ajuda das autoridades. “Deus tem colocado as pessoas certas no nosso caminho. Todos se empenharam para que esse momento acontecesse". 

A mãe de Lucas, Maria do Carmo Veloso, afirmou que o primeiro passo por mais justiça foi dado. 

“O decreto é o início. A gente quer que essa medida seja ampliada para barrar de todas as formas o que aconteceu”, frisou. 

O senador Wellington Fagundes, o deputado estadual Júlio Campos e o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, também se reuniram com os familiares e acompanharam a assinatura do decreto.