Durante julgamento da tenente do Corpo de Bombeiros Izadora Ledur, acusação e defesa divergiram sobre a motivação dos “caldos” que teriam resultado na morte do aluno Rodrigo Claro, de 21 anos, em novembro de 2016, na Lagoa Trevisan, em Cuiabá.
Enquanto promotor de Justiça Paulo Henrique Amaral Motta, representante do Ministério Público do Estado (MPE) alegou que afogamentos teriam o intuito de castigar o aluno, advogado Huendel Rolim sustentou que medida é necessária para formar bons profissionais para compor o quadro do Corpo de Bombeiros.
Julgamento aconteceu durante toda a tarde desta quinta (23), de maneira virtual, na 11ª Vara Criminal de Justiça Militar, sob presidência do juiz Marcos Faleiros. Ledur foi dispensada da sessão após juiz acatar pedido feito pela defesa, conforme já noticiou o
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“Castigo pessoal pelo fato de Rodrigo Claro não ter apresentando desempenho excelente nas aulas aquáticas. Castigo pessoal por ele fracassar. Castigo pessoal por ele ter apresentado atestado médico anterior [para não participar das aulas aquáticas], já que tinha dificuldades em aulas de natação”, acusou o promotor.
“Ledur sempre agiu com ânimos disciplinantes. Era para ensinar, era para educar. Jamais para torturar. A pressão é inerente à profissão militar. É preciso chegar à exaustão no treinamento. É preciso chegar ao estresse para que você consiga aprender a sair dessa circunstância. Castigar? Jamais”, respondeu a defesa.
Enquanto a defesa pede pela absolvição, MPE requer condenação por crime de tortura, além da perda do posto e da patente. Afirmação em comum entre as duas partes é que Rodrigo tinha dificuldades para desenvolver atividades aquáticas, como flutuação e nado livre.
Rodrigo morreu durante treinamento de atividades aquáticas, na Lagoa Trevisan, em Cuiabá. Após sair do treinamento, ele buscou atendimento médico e foi internado em um hospital, onde não resistiu e morreu.
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