Cuiabá, 24/10/2026

Mauro diz que burrocracia do Brasil emperra obra no Portão do Inferno

O corte do morro no Portão do Inferno foi autorizado pelo ICMBio no final de junho

O governador Mauro Mendes (União Brasil) criticou a “burrocracia” brasileira como entrave para inicio das  obras na MT-251, no trecho do Portão do Inferno, em Chapada dos Guimarães (a 67 km de Cuiabá). Em entrevista nesta quarta-feira (17),   afirmou que o tempo tomado para os licenciamentos necessários são maiores que a duração da própria obra.

Mayke Toscano

“É a maldita burocracia,  burrocracia  brasileira que impõe que nós tenhamos, muitas vezes, uma perda de tempo gigantesca no processo, que é muito menor para fazer uma obra”, criticou.

Para o início das obras no Portão do Inferno, o Governo do Estado ainda precisa de uma Autorização de Supressão Vegetal (ASV), que é concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). No entanto, o Executivo não sabe precisar quando essa autorização será emitida, visto que o Ibama também segue sua própria burocracia.

“Nós já estamos providenciando desde o dia em que saiu a licença todos os trâmites, que é a ASV. É a maldita burocracia, burrocracia desse país, demora mais tempo para superar a burocracia do que para fazer a obra. Não tem como precisar [o tempo], é o IBAMA que dá. Ele é o órgão licenciador. Mas esse é o rito da burocracia, não tem nada de anormal aí não, vamos ser justos com o Ibama”, afirmou Mendes.

O corte do morro no Portão do Inferno foi autorizado pelo ICMBio no final de junho. À época, o Governo concordou com os condicionantes do Instituto, incluindo a criação de execução de 15 programas ambientais.

Com a prorrogação do início das obras, o prefeito de Chapada dos Guimarães Osmar Froner (União Brasil) defendeu a espera o encerramento do Festival de Inverno para o andamento do projeto.