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ESTRADA DE CHAPADA

ICMBio e Ibama agilizam análise de corte de morro, mas temem impactos

Presidente do ICMBio diz que um dos pontos é evitar que a obra seja embargada e atrase ainda mais a solução do problema

Kethlyn Moraes

Annie Souza/Rdnews

ICMBIO Mauro Pires

O presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Mauro Pires, afirmou que o órgão, juntamente com Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), está fazendo uma força-tarefa para uma análise mais rápida e concreta do pedido de autorização feito pelo governador Mauro Mendes (União Brasil) para realizar o corte do morro localizado no trecho do Portão do Inferno na MT-251, que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães (a 65 km de Cuiabá). Segundo o presidente, a entidade teme impactos ambientais na região e no sítio arqueológico ao lado. 

O projeto foi entregue ao Ibama no fim de março como solução para os deslizamentos na encosta que têm prejudicado a circulação na estrada e afetado a economia de Chapada, oferecendo riscos aos moradores e turistas. Como o Portão do Inferno está localizado dentro do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, é necessária a autorização do ICMBio e os devidos licenciamentos do Ibama.

“Desde novembro o ICMBio tem trabalhado junto com o Governo do Estado, dando as autorizações para aquelas ações imediatas, evitando exatamente a paralisação do trânsito e sobretudo evitando qualquer prejuízo à vida humana. O Governo do Estado apresentou recentemente para o Ibama o pedido. Como órgão licenciador, o Ibama recebeu a medida, vai encaminhar para o ICMBio para análise. Se a proposta técnica for viável e garantir que o impacto ambiental seja mínimo, ao mesmo tempo que garante o direito das pessoas de ir e vir, não vai ter nenhuma dificuldade. A nossa preocupação é evitar que haja um impacto ambiental sem nenhum benefício”, esclareceu o chefe do ICMbio.

De acordo com Mauro Pires, apesar de ainda não ter recebido o documento, a força-tarefa será feita pelos dois órgãos para dar celeridade no processo.

“Temos que analisar a proposta, verificar os detalhes, como vai ser a intervenção, como vai ficar o sítio arqueológico que tem ao lado, que pode ser impactado. Nós estamos preocupados com isso, para encontrar a melhor solução. A força-tarefa vai ajudar a dar essa manifestação o mais rápido possível para trabalhar junto com o Governo e encontrar uma solução definitiva para essa região”, informou.

Sobre as críticas feitas por Mauro Mendes, que chegou a dizer que iria enfrentar o ICMBio e a hipocrisia do ambientalismo e afirmou que o órgão seria responsabilizado por possíveis acidentes fatais caso não aprovasse o pedido do corte do morro, o presidente do ICMBio disse que toda vez que foi procurado pelo Governo, o ICMBio aprovou os pedidos, e que desde novembro várias licenças de intervenções emergenciais foram emitidas. 

“Eu não respondo a esses ataques, acho que o governador é responsável por suas palavras. O que eu posso dizer é que nós do ICMBio estamos extremamente preocupados com essa situação. Nós não queremos que haja interrupção do ir e vir das pessoas, que os municípios sejam prejudicados. Mas como um órgão que cuida do Parque Nacional, a nossa obrigação legal é de cuidar para que o parque continue cumprindo com as suas funções. Então, se o Estado apresentar uma proposta viável de intervenção e essa proposta tiver consistência técnica, vai encontrar no ICMBio total interesse para seguir adiante’, disse.

Um outro ponto citado pelo presidente é o perigo de judicialização ou embargo da obra, sem uma análise técnica apurada, o que atrasaria ainda mais a solução.

“Se dermos uma licença sem consistência, isso é passivo de questionamento jurídico. Aí a obra vai para o Poder Judiciário, pode ser embargada e nada disso vai ajudar na solução do problema, ao contrário. Por isso quero garantir que a nossa manifestação é baseada em consistência técnica, independente da pressão e evitando a judicialização. Vamos fazer uma análise rápida e uma análise concreta”, finaliza.

O pedido

A proposta do Executivo, entregue no dia 28 de março, é tirar parte do morro em um total de 180 mil metros cúbicos. Segundo o projeto apresentado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), a obra irá mudar o traçado da rodovia e resgatar o sítio arqueológico na região. Durante as obras, o trânsito será liberado somente das 17h às 7h e aos finais de semana. O prazo para liberação total da pista é de 120 dias.

Sinfra-MT

obra port�o do inferno

Após execução do projeto, traçado da MT-251 deverá mudar na região do Portão do Inferno, conforme mostra projeção feita pelo Governo do Estado

O retaludamento é considerado uma solução mais simples e não estrutural e que pode ser aplicada em qualquer tipo de rocha ou solo, justamente para contenção de taludes (terrenos em declive) que correm o risco de desabamento. A intervenção está associada a obras de controle de drenagem, para redução de infiltração de água no terreno, organização do escoamento, inibindo o processo erosivo.

Ainda segundo o Governo do Estado, foi feito o pedido de dispensa de licenciamento ambiental ao Ibama devido ao caráter de emergência. A proposta também será apresentada ao ICMBio, responsável pelo Parque Nacional de Chapada dos Guimarães.

Desde dezembro do ano passado, o trânsito na região do Portão do Inferno tem sofrido diversas interdições após a Sinfra identificar deslizamentos de terra no trecho e a identificar pontos críticos que oferecem risco à população. Com isso, o tráfego ficou comprometido e muitas pessoas deixaram de ir para a cidade.

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Salustiano Soares 24/04/2024

O governo do Estado ao invés de querer destruir parte dos paredões do portão do inferno, deveria dar ordem de serviço para asfaltamento dos 30 km que falta da estrada da água fria, uma obra rápida para liberar o trânsito de veículos pesados e liberaria a MT 251 para o trânsito normal de veículos leves e ônibus. Enquanto isso o governo daria prosseguimento a construção de um túnel ou de um viaduto sobre o precipício sem a necessidade de cortar os paredões que são uma obra de arte da natureza que demorou milhares de anos para serem esculpidos.

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JOAO PEDRO DE FIGUEIREDO FILHO 24/04/2024

Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

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Francis 24/04/2024

Ridículo a forma que esse ICMBio atua ambientalmente. Só contra a população e em favor do dispêndio do erário. Nada produzem, nada fiscalizam, nada orientam. Somente interceptam, interditam, não autorizam, não fazem nem a lição de casa.

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JORGE 24/04/2024

incrivel a relidade que se impõe, trazendo o desinteresse desta mercadoria de ONG para a realidade que atinge toda a populacão de Chapada dos Guimarães e a sua economia, que padece por causa de uma entidade que nada tem a ver com os interessses do povo da região, que paga caro pela falta de acão que resolva sua vida e traga beneficios reais para todos. Pobre MT que depende de uma autorizacão para solucionar um problema de engenharia tão irrisorio que seria feito em poucos dias, mas que uma gente descompromissada que nada tem a oferecer e trava , prejudica e zomba de todos , pois tem apoio de setores do governo do amor e alguns orgãos de imprensa coniventes. Dura realidade que merece ser mudada, mas que poucos se importam de verdade. Basta lembrar que para construir a usina de manso, Dante de Oliveira se reuniu com alguns e resolveu muito rapidamente os problemas das licencas e autorizacões ambientais. Pergunta boba, como sera que fez para conseguir tão rapido"???????????????

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Eduardo S. 24/04/2024

É sério que o impacto ambiental é mais importante que "VIDAS"",, pois não é nesse governo que dizem e gritam: "TODAS AS VIDAS IMPORTAM"",,,lembram desse slogan do PT. E agora ficam com essa ladainha, nos poupe...

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Silvana 24/04/2024

Não está caindo nada. Vamos demorar séculos para cair alguma rocha. Tudo que caiu até agora foi poeira. Esse sensacionalismo todo, querendo convencer a comunidade de uma tragédia é um jogo sujo. O governo deveria gastar dinheiro e energia com uma nova estrada, e deixar essa para turismo e que seja quem passar pode correr o risco. Passa andandobse for o caso, mas deixa o portão de inferno para a natureza .

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Lindomar pinto de faria 24/04/2024

Chamem os engenheiros chineses que vai acabar com esse probleminha em curto prazo de tempo a ferrovia que levou mais de 30 anos aqui lá fizeram em 30 meses antes que esse buraco vai para o brejo

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Dirceu Sebastião Silva 24/04/2024

Cara tem que pensar que esse é um mau nescessário,larga mão de ficar impedindo de fazer melhorias,ou vai esperar que o pior acontece

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Elizeu 23/04/2024

Maior impacto é ver a população de Chapada sofrer pela falta do turismo

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Chapadense do Buriti 23/04/2024

Penso que devem fiscalizar a obra. Pra onde vai a água que descerá dessa inclinação que será feita? E a pergunta principal: pra onde vai a terra que vão tirar de lá? Sabemos que TEM GENTE muito interessada né, maurao?

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Tilebra vasconcelo 23/04/2024

Mas que burocracia por causa de um maciço de pedras.Vou ser sincero naquele local nem formiga tem...Se fosse uma Apa com nascente daí sim seria um problema agora uma montanha de pedra..Eita Brasil

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Elizeu 23/04/2024

Maior impacto é ver a população de Chapada sofrer pela falta do turismo

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12 comentários

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